O grande aumento de consumo e compartilhamento de notícias nas redes sociais sem análise prévia possibilitaram o que McIntyre chama de “terreno fértil”1 para as fake news. O que são fake news? As fake news são “informações fabricadas que imitam o conteúdo da mídia na forma, mas não no processo ou intenção organizacional”.2 São notícias criadas sem levar em consideração os processos jornalísticos e editoriais que protegem seus principais conceitos, como precisão e credibilidade. Fake news podem ser informações enganosas, incorretas ou podem ser informações falsas que foram disseminadas propositalmente (desinformação).3 Hunt ressalta que, no caso das fake news, a dificuldade de o usuário analisar o conteúdo ocorre porque elas são frequentemente manipuladas para parecerem com conteúdo de credibilidade, a fim de maximizar a circulação.4

A maioria dos estudantes não tem conhecimento dessas formas de manipulação de informações. Em uma pesquisa com mais de 1.500 escolas de ensinos fundamental e médio, conduzida pela National Association of Schoolmasters Union of Women Teachers,5 no Reino Unido, 35% dos professores afirmaram que seus alunos, nas tarefas de casa apresentadas ou durante as aulas, citaram fake news ou informações incorretas que encontraram on-line. Portanto, há uma necessidade urgente de alfabetizar os alunos, ensinando-os não apenas a ler e escrever, mas também a pensar criticamente sobre como eles interagem com a mídia.

Em um relatório publicado pela Commission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy Skills, com base em uma pesquisa com 388 alunos do ensino fundamental, 1.832 alunos do ensino médio e 414 professores do Reino Unido, 61% dos professores expressaram preocupação de que as fake news afetem o comportamento dos alunos. Além disso, 54% dos educadores acreditavam que o currículo não prepara os alunos para identificar informações incorretas.6 Entre os alunos, apenas 2% das crianças possuíam as habilidades necessárias para detectar fake news.7 Segundo Polizzi, esta pesquisa aponta para a necessidade urgente de ensinar análise midiática não apenas para crianças em idade escolar, mas também para seus professores e familiares.8 Esse tipo de treinamento deve fazer parte de programas de formação de professores e também pode ser feito por meio de treinamento de desenvolvimento profissional.  

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e várias outras ONGs e empresas de mídia têm apoiado iniciativas que estudam o uso e a análise crítica da mídia na sala de aula.9 Uma das principais questões que norteiam essas iniciativas é a seguinte: Como a educação midiática pode impedir a disseminação de notícias falsas?

Desinformação na educação

Enquanto no passado os estudantes usavam mais livros e enciclopédias para conduzir suas pesquisas e concluir seus trabalhos escolares, a maioria agora usa mecanismos de pesquisa on-line, como o Google. Sobre isso, o sociólogo Zygmunt Bauman enfatiza que “estamos na era da informação sem reflexão, em que nosso principal obstáculo é o excesso de informação”.10 Bauman diz que somos inundados por informação, mas famintos por sabedoria. “Aprendi com o Google que nunca saberei o que eu já deveria saber,”11 destacou. O sociólogo menciona que a quantidade de informações produzidas diariamente é mil vezes maior que a capacidade do cérebro humano de assimilar.

Santaella alerta que, sem o apoio necessário fornecido pela educação formal, o aluno pode ter dificuldade em avaliar a confiabilidade e a relevância de uma fonte. Para a pesquisadora: “O universo das redes é um espaço em constante mutação, dispersivo e assistemático. O que ele tem de positivo, a oferta desmedida de informação que pode potencializar a aprendizagem, é contrabalançado, no outro extremo, pela ausência de orientação, cujos efeitos negativos atingem particularmente aprendizes ainda imaturos. Localizar conteúdos nas redes está se tornado cada vez mais refinado. Entretanto, localizar não prescinde da capacidade seletiva, avaliativa e da utilização eficaz dos conteúdos.”12

Além de Santaella, outros estudiosos como Hobbs, Mazzaro e Duarte propõem que a alfabetização midiática deveria ser ensinada nas escolas, pois é nesse ponto que os professores podem orientar melhor os alunos sobre como analisar criticamente as notícias e o conteúdo on-line para combater a desinformação.13

Um aspecto essencial do combate à desinformação é saber identificar e distinguir os diferentes tipos de fake news para avaliar adequadamente o conteúdo on-line.14 Uma abordagem proposta para essa questão vem de Wardle e Derakhshan, que fornecem um meio de classificar a ideia de “desordem da informação”. O modelo classifica “desordem da informação” em três tipos (veja a Figura 1):

  1. Informações incorretas: apresenta conteúdo falso, mas é compartilhada sem a intenção de dano;
  2. Des-informação: uma informação falsa disseminada para causar dano;
  3. Mal-informação: conteúdo genuíno que é compartilhado para causar dano a uma pessoa ou instituição.15

Ferramentas para alfabetização midiática no combate às fake news

Mídia-educação, alfabetização midiática, educação para a mídia ou “educomunicação” são processos de analisar criticamente de maneira educacional a produção midiática. Embora a teoria tenha se popularizado na década de 1980, iniciativas mais recentes de Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) têm incluído uma tentativa específica de ajudar os alunos a verificar a legitimidade das notícias e assim entender como a desinformação é usada para moldar atitudes e opiniões.

De acordo com a Unesco, em 2016, mais de 70 países estavam implementando atividades de análise midiática para fins educacionais.16 Em 2013, a Unesco lançou o Global Alliance for Partnerships on Media and Information Literacy (GAPMIL), para articular parcerias, unificar o discurso da comunidade de AMI e desenvolver estratégias, fornecendo uma plataforma global comum. Desde o lançamento, quase 500 organizações aderiram ao GAPMIL.17

A pesquisa chamada de Media Literacy Index, de 2018, produzida pelo Open Society Institute, listou e avaliou os métodos dos países mais bem-sucedidos na preparação dos alunos para detectar fake news. A Finlândia ficou em primeiro lugar, seguida por outros países do norte da Europa.18 Uma das razões mencionadas por especialistas para esse resultado é que, nessas nações, estudos de mídia e combate à desinformação são ensinados a crianças em idade escolar, independentemente da disciplina. Para Timsit, esse é um dos segredos do sucesso no trabalho de alfabetização e combate à desinformação. É necessário ajudar cada aluno a desenvolver as habilidades necessárias para detectar e combater a desinformação em qualquer matéria, pois as fake news afetam todas as áreas do conhecimento.19

Atualmente, existem várias iniciativas de apoio aos professores para realizar campanhas de Alfabetização Midiática e Informacional em sala de aula, com ênfase no combate à desinformação. Aqui estão algumas ferramentas úteis:

  • Recursos da Better Internet Conference - Em 2019, na conferência Better Internet realizada em Cingapura, vários recursos foram lançados para ajudar a ensinar os alunos a analisar fontes on-line. O News and Media Literacy Toolkit20 é uma apostila disponível on-line na qual especialistas ensinam aos alunos de educação secundária como detectar fake news, além de distinguir o que é fato e o que é opinião. Outra ferramenta anunciada foi o kit de verificação de fatos (fact-checking), chamado de Get Smart with Sherlock.21 Com base no conhecido personagem fictício Sherlock Holmes, o kit mostra um detetive tentando “desvendar o crime” das fake news, o que inclui perguntas sobre as possíveis consequências e como identificar a desinformação.
  • BBC - Esta empresa de mídia investiu em muitas iniciativas, como o jogo iReporter. A BBC Academy, por meio do BBC Young Reporter, também executa uma iniciativa para ajudar os alunos a filtrar o conteúdo da mídia e identificar fake news. A proposta é direcionada para escolas secundárias e inclui materiais a serem usados em sala de aula, vídeos tutoriais e jogos interativos. A BBC News Brasil tem o projeto Oficina de Leitura Crítica de Notícias, que, por meio de videoaulas e exercícios disponíveis no canal oficial, visa desenvolver a curiosidade e a suspeita dos alunos sobre o conteúdo que eles encontram ao realizar pesquisas no ambiente digital.22
  • Google - o projeto Seja Incrível na Internet (Be Internet Awesome), da Google, oferece uma variedade de recursos para ajudar a construir a alfabetização midiática. O currículo Smart, Alert, Strong, Kind, Brave Digital Safety and Citizenship é um dos vários currículos de alfabetização midiática que inclui o combate a fake news.23 O recurso ajuda os professores a desenvolver atividades e também inclui uma carta de apresentação a ser enviada para pais. O projeto Be Internet Awesome (Seja Incrível na Internet) para crianças explica o que são bots, como analisar uma URL, como selecionar uma fonte, como detectar informações falsas on-line e como verificar a credibilidade dos veículos de informação, entre outras habilidades. A ferramenta inclui técnicas de gamificação (com o jogo on-line Interland),24 que ajudam os usuários a desenvolver habilidades e compartilhar o que aprendem on-line com os amigos.
  • National Literacy Trust - Em 2018, uma série de recursos para pais e professores sobre o assunto foi lançada pela Commission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy Skills in Schools.25 O conteúdo foi preparado especificamente para professores do ensino fundamental e médio como uma maneira de permitir que os alunos sobrevivam ao mundo digital e ajudá-los a usar o conteúdo disponível de maneira positiva. Recursos gratuitos adicionais estão disponíveis no site da National Literacy Trust.26

Passos para identificar uma desinformação on-line

As redes sociais dificultam o julgamento e a credibilidade de uma mensagem por parte dos usuários porque publicações populares como o News York Times e sites de fake news usam plataformas que parecem praticamente idênticas.27 Outro fator a ser considerado é que algumas publicações usam propositalmente humor satírico para expressar perspectivas específicas sobre os eventos atuais. Um leitor não familiarizado com esses estilos de escrita pode compartilhá-la como uma notícia real. Os usuários de mídia social geralmente são guiados a esses sites por amigos e familiares que podem compartilhar mensagens sem querer e/ou marcar o usuário quando um artigo interessante aparece em suas páginas de mídia social.

Portanto, é importante ensinar o aluno a avaliar o conteúdo on-line antes de compartilhá-lo ou mesmo usá-lo para obter informações. Para isso, é importante lembrar sete maneiras de ajudar a identificar desinformação ou fake news:

  1. Analisar a URL do site - Muitos sites de fake news têm nomes muito semelhantes aos dos tradicionais veículos de comunicação. Entre no site oficial do canal de mídia e compare as URLs.
  2. Analisar o texto - As fake news geralmente contêm uma variedade de erros gramaticais, usam adjetivos manipulativos, textos alarmistas ou pontuação exagerada (especialmente o uso excessivo de pontos de exclamação).
  3. Título - Verifique se o título e o conteúdo discutem o mesmo assunto. Algumas notícias podem ter uma manchete alarmante, enquanto o artigo tem apenas uma vaga conexão com a manchete.
  4. Autor - Verifique se a reportagem possui uma assinatura (indicando que foi de autoria de um jornalista específico ou um grupo de repórteres) ou se é creditado a uma agência de notícias.
  5. Outros sites de conteúdo - pesquise outros sites e fontes em busca de notícias sobre o mesmo tópico.
  6. Compare as notícias verídicas também – é importante ter um equilíbrio de opiniões sobre o mesmo assunto. Para isso, podem ser usados aplicativos de um agregador de notícias, como AP News (da Associated Press), Reuters, Smart News e Google News.
  7. Verifique sites - verifique as informações antes de compartilhá-las. Para isso, sites de verificação de informações podem ser usados. Geralmente, instituições governamentais e empresas de mídia disponibilizam esses serviços gratuitamente.

Conclusão

Nos últimos anos, a alfabetização midiática recebeu atenção de iniciativas governamentais, empresas privadas e instituições educacionais. Existem vários recursos disponíveis on-line para apoiar professores a incluir o estudo da mídia na sala de aula, independentemente da matéria.

Especialistas como Mazzaro e Duarte, Rubin, Chen e Conroy, Timsit e Wardle e Derakhshan são unânimes em afirmar que esses recursos são ferramentas poderosas contra a desinformação e que o trabalho no ambiente escolar é o mais eficaz para a prevenção e desenvolvimento das habilidades de pensamento crítico dos alunos. Os especialistas também destacam a importância de o professor ser o centro do processo e que as atividades da AMI devem envolver todo o processo de ensino-aprendizagem, e não se restringir a uma disciplina específica.

Este artigo foi revisado por pares.

Suellen Timm

Suellen Timm, BA, é editora-chefe do blog dos educadores adventistas. A Sra. Timm é formada em Jornalismo e Letras (Português-Inglês) e atualmente cursa o mestrado em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Marília, Brasil. Ela trabalha há mais de 10 anos como jornalista e assessora de comunicação na sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia em São Paulo, Brasil.

Citação recomendada:

Suellen Timm, “Ferramentas de alfabetização midiática em sala de aula para combater a desinformação e fake news,Revista Educação Adventista 82:2 (abril a junho de 2020). Disponível em: https://jae.adventist.org/pt/2020.82.2.7.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Lee C. McIntyre, Post-truth (Cambridge, Mass.: MIT Press, 2018).
  2. David M. J. Lazer, et al., "The Science of Fake News," Science 359:6380 (9 de março de 2018): 1094-1096.
  3. Ibid.
  4. Elle Hunt, “What Is Fake News? How to Spot It and What You Can Do to Stop It,” The Guardian (17 de dezembro de 2016). Disponível em: https://www.theguardian.com/media/2016/dec/18/what-is-fake-news-pizzagate.
  5. The National Association of Schoolmasters Union of Women Teachers (NASUWT) Report (2017). Disponível em: https://www.nasuwt.org.uk/uploads/assets/uploaded/c69c65df-ce7c-403b-8414d8e93af2f72c.pdf, 157.
  6. National Literacy Trust, “Fake News and Critical Literacy: The Final Report of the Commission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy in Schools,” (junho de 2018). Disponível em: https://cdn.literacytrust.org.uk/media/documents/Fake_news_and_critical_literacy_-_final_report.pdf, 4.
  7. National Literacy Trust, “Comission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy Skills in Schools(11 de junho de 2018). Disponível em: https://literacytrust.org.uk/policy-and-campaigns/all-party-parliamentary-group-literacy/fakenews/. Ver também: “Fake News and Critical Literacy Resources” (junho de 2018). Disponível em: https://literacytrust.org.uk/resources/fake-news-and-critical-literacy-resources.
  8. Gianfranco Polizzi, “Fake News and Critical Literacy: New Findings, New Questions” (julho de 2018). Disponível em: https://blogs.lse.ac.uk/mediapolicyproject/2018/07/09/fake-news-and-critical-literacy-new-findings-new-questions/.
  9. UNESCO, Challenge of Media Education (The Grunwald Document). Paper presented on the International Symposium on Media Education, Grunwald, Germany, 1982. Disponível em: https://www.medialit.org/reading-room/challenge-media-education-grunwald-document.
  10. Carlos Castilho, “Zygmunt Bauman Talks about Google and the Avalanche of Information,” Observatório da Imprensa 872 (10 de outubro de 2015). Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/programa-do-oi-na-televisao/zygmunt-bauman-fala-sobre-o-google-e-a-avalanche-informativa/; Alberto Dines entrevista Zygmunt Bauman. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=81&v=CFdqsE3fjAo&feature=emb_title.
  11. Ibid.
  12. Lucia Santaella, “Ubiquitous Challenges in Education,” Higher Education Magazine (Special: New Media and Higher Education, 2013), 27. Disponível em: https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1.pdf.
  13. Renée Hobbs, “The Seven Great Debates in the Media Literacy Movement,” Journal of Communication 48:1 (inverno de 1998): 16-32; Hingryd Mazzaro e Diogo Duarte, “The Role of Media and Information Literacy in Education,” (2018). Trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Joinville, SC, Brasil.  
  14. Victoria L. Rubin, Yimin Chen e Naill J. Conroy, “Deception Detection for News: Three Types of Fakes.” Paper presented in Association for Information Science and Technology, 2015, St. Louis, Missouri, Estados Unidos.
  15. Claire Wardle e Hossein Derakhshan, Information Disorder: Toward an Interdisciplinary Framework for Research and Policy Making (Strasbourg, France: Council of Europe, 2017), 5. Disponível em: https://edoc.coe.int/en/media/7495-information-disorder-toward-an-interdisciplinary-framework-for-research-and-policy-making.html.
  16. Alton Grizzle e Maria Carme Torras Calvo, eds., Media and Information Literacy: Guidelines for Formulating Policies and Strategies (Paris: Unesco, 2013). Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000225606.
  17. Global Alliance for Partnerships on Media and Information Literacy. Disponível em: https://en.unesco.org/themes/media-and-information-literacy/gapmil/about.
  18. Marin Lessenski, Common Sense Wanted: Resilience to ‘Post-Truth’ and Its Predicators in the New Media Literacy Index (março de 2018). Disponível em: https://osis.bg/wp-content/uploads/2018/04/MediaLiteracyIndex2018_publishENG.pdf.
  19. Annabelle Timsit, “In the Age of Fake News, Here’s How Schools Are Teaching Kids to Think Like Fact-checkers,” Quartz (12 de fevereiro de 2019). Disponível em: https://qz.com/1533747/in-the-age-of-fake-news-heres-how-schools-are-teaching-kids-to-think-like-fact-checkers/.
  20. Common Sense Education and Media Literacy Council, News and Media Literacy Toolkit (2019). Disponível em: https://www.betterinternet.sg/2019-BIC/Resources/-/media/F3151EB87FF9497AA81459D14EFB4ADA.ashx.
  21. Get Smart with Sherlock (2019). Disponível em: https://www.betterinternet.sg/2019-BIC/Community-Projects/-/media/15BEC8CCC36442F9BE5159076DFD388E.ashx.
  22. British Broadcasting Company (BBC) Young Reporter (2017). Disponível em: https://www.bbc.co.uk/academy/en/collections/youngreporter; BBC iReporter (2018). Disponível em: https://www.bbc.co.uk/news/resources/idt-8760dd58-84f9-4c98-ade2-590562670096.
  23. Be Internet Awesome Curriculum (junho de 2019). Disponível em: https://storage.googleapis.com/gweb-interland.appspot.com/en-us/hub/pdfs/Google_BeInternetAwesome_DigitalCitizenshipSafety_2019Curriculum.pdf.
  24. Be Internet Awesome Resources (2019). Disponível em: https://beinternetawesome.withgoogle.com/en_us/.
  25. Commission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy in Schools.
  26. National Literacy Trust, “Comission on Fake News and the Teaching of Critical Literacy Skills in Schools.”
  27. Claire Wardle e Hossein Derakhshan, Information Disorder: Toward an Interdisciplinary Framework for Research and Policy Making.