Julián Melgosa

Entendendo os vícios comportamentais

Edição especial

comportamentos viciantes

  • “Só recentemente admiti que sou viciado em compras. Toda vez que passo por uma loja eu tenho que entrar. É como se eu perdesse completamente o controle de mim mesmo.”
  • “Passo horas no Facebook, na maior parte do tempo não fazendo nada, apenas preso a discussões estúpidas.”
  • “Estou no final da minha adolescência e enfrentando dificuldades. Sou obcecado por sexo a ponto de vê-lo interferir na minha vida diária. Eu me sinto excitado a maior parte do tempo, e, se em algum momento não estou excitado, qualquer coisa, ainda que ridiculamente pequena, como certas palavras em uma conversa normal, servirá como gatilho para me instigar.”
  • “Gasto muitas horas por dia nos jogos de computador e, quando não estou jogando, estou pensando na próxima vez em que vou jogar.”
  • “Finalmente reconheci meu vício alimentar quando admiti que durante grande parte de minha vida, principalmente nos últimos anos, escondi comida, planejei acesso à comida de forma escondida e comi em segredo. Todas as pessoas que conheço amam comida tanto quanto eu, mas, quando têm fome, não entram em pânico nem correm para a geladeira.”

As mensagens acima fornecem uma pequena amostra de declarações reais tiradas aleatoriamente de fóruns de vícios comportamentais na internet. Embora os participantes provavelmente difiram em idade, cultura e gênero, todas as mensagens compartilham um tema comum: a renúncia da escolha pessoal para satisfazer uma necessidade. O vício ameaça a liberdade individual e representa uma clara barreira ao bem-estar. Professores, administradores e equipe escolar devem se informar sobre esse assunto a fim de se preparar melhor para agir em favor dos jovens sob seus cuidados.

Redefinição de dependência

Historicamente, o vício tem sido associado ao abuso de substâncias. A única exceção oficial desde a década de 1980 foi o jogo de azar patológico.1 O atual manual da Associação Americana de Psiquiatria, Manual Diagnóstico e Estatístico de Saúde Mental (DSM-5),2 rotula a patologia como “desordem de jogos de azar” e a combina com as desordens relacionadas com substâncias, mas dando-lhe um código distinto (312.31). Esse distúrbio tem sido investigado exaustivamente, e sua inclusão na categoria de “vício” é amplamente aceita pela comunidade psiquiátrica. O único vício comportamental incluído no manual é o transtorno pelo uso compulsivo de games, mas não está atualmente codificado ou oficialmente classificado. Mas, o DSM-5 inclui esse transtorno em um pequeno capítulo chamado “Condições para estudo adicional”, indicando que essa síndrome provavelmente será incluída na seção principal uma vez que dados suficientes tenham se acumulado. Definir vício é, naturalmente, mais complicado pelas diferentes explicações e tipos de dependência encontrados fora do contexto euro-americano.

Se um comportamento tão problemático quanto o vício em jogos pela internet só aparece na lista de espera do DSM-5, quanto tempo levará até que outros comportamentos problemáticos emergentes sejam plenamente reconhecidos? Os tipos de vícios comportamentais estão se expandindo, como evidenciado pela visão geral de vícios potenciais apresentada por Ascher e Levounis.3 Para esta edição específica da Revista, escolhemos vícios que parecem ser mais comumente encontrados entre os alunos do Jardim de Infância ao Ensino Médio e alunos em idade de faculdade: jogos, pornografia, internet, alimentação e exercícios. Outros também receberam muita atenção,4 como o vício em envio de mensagens de texto, cleptomania, sexo, amor, compras, bronzeamento e trabalho, mas não serão abordados nesta edição.

Definição e alcance dos vícios comportamentais

O vício comportamental é definido como persistentes e recorrentes consequências problemáticas derivadas da prática de um vício comportamental particular. A maioria dos critérios utilizados pelo DSM-5 para distúrbios por uso de substâncias também se aplica a estes tipos de comportamento: excesso de prática, consumo de tempo, desejo intenso, deficiência social, complicações legais, da saúde e da mente, interferência nas atividades diárias normais e sintomas de abstinência.

Embora a opinião pública não seja o critério para definir vícios, os vícios químicos e comportamentais são percebidos diferentemente pela maioria das pessoas. Por exemplo, em um estudo realizado no Canadá, com uma amostra de 4 mil participantes, Konkolÿ Thege et al.5 verificaram que a irresponsabilidade e as falhas de caráter são as duas características mais importantes que diferenciam os vícios químicos dos vícios comportamentais. Ou seja, o álcool, o tabaco, a maconha e a cocaína foram julgados como tendo mais potencial para consequências legais e danos fisiológicos do que os vícios não químicos; já o comportamento problemático relacionado a jogos, comidas, compras, pornografia, jogos virtuais e trabalho foi associado a falhas de caráter.

É importante ter em mente que essa percepção pode levar os educadores a julgar mais severamente os alunos com vícios comportamentais do que aqueles com dependência química porque o primeiro grupo é percebido como mais moralmente deficiente do que o segundo. Na realidade, ambos os tipos de vícios ocorrem devido a uma interação de processos psicobiológicos que, em última instância, são regidos pela escolha individual.

De fato, alguns indivíduos parecem ser mais propensos à falta de controle em seus impulsos do que outros, independentemente do tipo de dependência, química ou não química. Uma confirmação disso vem de uma pesquisa conduzida na Itália por Di Nicola e seus colaboradores,6 com uma amostra clínica de 95 pacientes ambulatoriais com idade entre 18 e 65 anos, que encontrou uma taxa significativa de coocorrência entre a desordem do uso do álcool (também mencionado na literatura como alcoolismo ou dependência de álcool) e distúrbios comportamentais relacionados aos jogos, compras, sexo, exercício e vício na internet. Essa constatação indica uma tendência crescente na compreensão dos vícios, que parecem constituir um único transtorno básico com expressões múltiplas.

A semelhança entre vícios químicos e comportamentais é notável. Ascher e Levounis7 referem-se a quatro sintomas principais que são comuns a todos os vícios, sejam de substâncias, como a cocaína, ou comportamentais, como jogos on-line:

  1. Tolerância. Os usuários necessitam de doses cada vez mais elevadas ou tempo adicional destinado a executar o comportamento a fim de obter efeitos semelhantes.
  2. Abstinência. Os usuários experimentam sintomas altamente desconfortáveis quando interrompem a substância ou suspendem o comportamento.
  3. Obsessão. Quer a pessoa seja viciada em mensagens de texto, tabagismo ou outros comportamentos, estará colocando foco e atenção excessivos nisso, e a preocupação de seu planejamento estará em conseguir o necessário e concretizar tal comportamento. Além disso, tal atividade consome quantidades excessivas de tempo.
  4. Consequências. A dependência causa prejuízo significativo a pelo menos uma área do funcionamento humano: saúde, relacionamentos, espiritualidade, trabalho, escola e/ou finanças. Ao mesmo tempo, certos comportamentos relacionados, como roubo de dinheiro para jogos de azar, podem trazer consequências legais.

Além dessas características comuns generalizáveis, outras ocorrem com frequência em ambas as formas de dependência: (a) praticar o comportamento mesmo tendo a consciência de que ele causa dano; (b) compulsão ou repetição excessiva do comportamento associado à diminuição do autocontrole; (c) tentativas malsucedidas de interromper o comportamento; (d) gasto excessivo de recursos, especialmente tempo e dinheiro; (e) praticar a mentira e outras formas de engano a fim de esconder o comportamento ou obter recursos adicionais; (f) negar o problema à família ou amigos íntimos quando eles suspeitam ou descobrem sua existência; e (g) sintomas depressivos, tais como falta de prazer em atividades que de outra forma seriam agradáveis, baixa motivação, insônia, sentimentos de inutilidade, incapacidade de se concentrar e até pensamentos suicidas.8

As diferenças de gênero foram destacadas na prevalência de vícios comportamentais. Em um estudo longitudinal de cinco anos, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Calgary, Alberta, descobriu que o vício em alimentos e compras era cerca de três vezes mais comum em mulheres do que em homens. E o comportamento sexual excessivo (definido como preocupação e envolvimento excessivo com o sexo, inclusive pornografia, que tem causado perda financeira significativa e problemas sociais ou de relacionamento nos últimos 12 meses) foi quase quatro vezes maior nos homens que nas mulheres.9

Os custos dos vícios comportamentais

As consequências adversas dos vícios comportamentais podem se tornar tão graves como aquelas de dependência de substâncias. Em primeiro lugar, os jovens que são viciados em jogos de internet (ou computador), pornografia, exercícios, mensagens de texto e similares experimentam um controle reduzido sobre o comportamento. A perda da autonomia coloca-os em perigo particular uma vez que pode levá-los a se sentir impulsionados pelo comportamento viciante e privados da disposição necessária e da motivação para governar sua vida.

Outra área de risco iminente é a dos relacionamentos. A família e os amigos perceberão uma deterioração do relacionamento com o viciado, cujo isolamento, mentiras, desculpas, mudanças de humor e alterações de personalidade interferem nas interações sociais. Aqueles em posições de autoridade (por exemplo, pais e professores) pressionarão a juventude a produzir resultados (por exemplo, melhorar as notas, reconstruir relacionamentos com a família ou colegas, etc.); aqueles sem autoridade (por exemplo, amigos e colegas de classe) são passíveis de se retirar e deixar o indivíduo isolado.

Dependências quase sempre têm implicações financeiras. Os primeiros passos são geralmente gratuitos, mas a necessidade por experiências mais avançadas leva a pedidos on-line, compra de itens adicionais, assinaturas, etc. E, mesmo quando o vício não requer transações financeiras substanciais, o consumo excessivo de tempo se traduz em alguma forma de perda econômica.

Qualquer tipo de vício comportamental, mesmo em seu estágio inicial, provocará problemas de saúde mental. Jovens envolvidos nos ciclos de comportamento viciante tendem a experimentar mudanças de humor, culpa, remorso e frustração em sua incapacidade de mudança e a percepção de que seus padrões de comportamento se alteraram em comparação ao que eram antes. O mais provável é que padrões alterados de sono se estabeleçam, que o cuidado pessoal seja abandonado e a falta de exercício (a menos que o vício seja se exercitar) se instale, resultando em problemas físicos e emocionais.

Certos tipos de vícios, como jogos de azar, compras, cleptomania ou pornografia, podem levar a consequências legais de natureza civil ou criminal, especialmente se o vício for severo. Ao longo do tempo, o vício pode adquirir tal poder que levará a pessoa a cometer atos ilegais, como roubar, mentir ou usar a força física para satisfazer o desejo.

Por fim, há também perdas em termos de experiência espiritual da pessoa viciada. O tempo e o esforço dedicados ao vício diminuirão a motivação para práticas espirituais e religiosas e afetarão o relacionamento com Deus.

Precisamos lembrar que o poder de Deus está disponível para habilitar qualquer pessoa a superar a dependência e para trabalhar através da influência de profissionais bem como de outros indivíduos. O Salmo 124:7 e 8 (NVI)10 usa uma figura de linguagem que poderia ser aplicada aos vícios: “Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.”

Por que é tão difícil livrar-se de um vício?

Na velha sociedade romana, quando um cidadão contraía dívidas elevadas e era incapaz de pagá-la, ele se tornava um addictus – escravizado pelo comportamento imprudente. Normalmente, a pessoa era condenada à escravidão por anos ou por toda a vida, dependendo do tamanho da dívida. O(s) credor(es) levaria(m) o devedor (addictus) para o mercado público, onde seu nome seria anunciado, juntamente com o montante da dívida. Essa prática proporcionava uma oportunidade para amigos ou familiares oferecerem os bens necessários para liberar o devedor. Se após 60 dias ninguém cancelasse a dívida, o credor adquiria o direito de vender o addictus como um escravo ou de mantê-lo para seus próprios serviços.

Observe que o significado original da palavra latina addictio (“vício”) não era associado ao álcool ou outras substâncias, mas referia-se a empréstimos e gastos sem a capacidade ou a intenção de devolução. Na terminologia contemporânea, as pessoas que se envolvem em gastos compulsivos estão sofrendo de um vício comportamental. Só séculos mais tarde o vício foi aplicado à “condição compulsiva de ingerir drogas”.11

Comportamentos viciantes são muito difíceis de ser vencidos por causa dos processos neurobiológicos que os suportam. As áreas de recompensa no cérebro, como o núcleo accumbens e a amígdala, estão associadas à aquisição e manutenção das experiências gratificantes que parecem ser fortalecidas por (1) usar certas substâncias ou (2) participar de certos comportamentos (ver artigo de Austin C. Archer).

O que fazer acerca dos vícios comportamentais

Esta edição especial da Revista inclui artigos dedicados a vícios específicos e oferece sugestões sobre ações preventivas e paliativas para cada um deles. Em termos gerais, a prevenção para qualquer tipo de dependência deve incluir: programas psicoeducacionais para informar os alunos sobre a natureza e o escopo dos vícios comportamentais; seminários e workshops destinados à equipe da educação e aos pais para envolvê-los na prevenção e ajudá-los a se comunicar eficazmente com os seus filhos e adolescentes; uma variedade de atividades extracurriculares (particularmente aquelas que envolvem esforço físico); e políticas escolares que apoiem esses programas, bem como assegurem um controle razoável sobre os comportamentos de risco. Comportamentos altruístas (por exemplo, serviço comunitário, voluntariado, etc.) também são excelentes maneiras de prevenir todos os tipos de vícios e sustentar o processo de recuperação.

Dadas as semelhanças entre vícios químicos e comportamentais, as opções de tratamento podem efetivamente ser emprestadas dos químicos e aplicadas nos comportamentais. Epstein, Griffin e Botvin12 sugerem uma série de estratégias para prevenir o abuso de álcool e tratar adolescentes afetados por ele. Essas estratégias incluem habilidades de tomada de decisão, estratégias de resolução de problemas, habilidades sociais, autoeficácia e bem-estar psicológico. Abordagens semelhantes têm sido eficazes no tratamento de vícios comportamentais também.

Os programas de 12 passos13 prestaram uma assistência excepcional àqueles que lutam contra o vício para ajudá-los a abandonar comportamentos problemáticos e evitar recaídas. Esses programas abrem amplo espaço para a intervenção divina e, portanto, podem ser especialmente benéficos para os crentes. A terapia cognitivo-comportamental tem-se mostrado altamente eficaz em ajudar os viciados a manter a sobriedade por meio do uso da autoinstrução, obstrução de pensamentos destrutivos, estabelecimento de metas, planos de atividades, etc. Essas são muitas vezes as intervenções centrais de um psicoterapeuta profissional.

Conclusão

Os cristãos reconhecem que o poder divino é um elemento crucial para superar qualquer tipo de dependência. Shaffer, autor do relatório Vencendo o vício (Overcoming Addiction), da Escola de Medicina de Harvard, identificou dez fatos sobre dependências. Um deles é que “a recuperação do vício advém da busca de sentido para a vida”.14 Essa linguagem, embora não se refira especificamente à espiritualidade, deixa claro que um fator decisivo na recuperação é ver a vida como tendo um significado final e abraçar a presença e influência de um poder sobrenatural (“um Poder maior que nós mesmos”, conforme o programa de 12 passos).15

O apóstolo Paulo revelou sua própria luta com as escolhas comportamentais: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Romanos 7:19, NVI). Embora pareça ter falado sobre o pecado, os comportamentos viciantes parecem seguir um processo semelhante.

A principal solução apresentada por Paulo é a de reforçar a escolha pessoal: “Tudo me é permitido”, você diz, mas nem tudo é benéfico. “Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (1 Coríntios 6:12, NVI). Novamente, vemos uma aplicação apropriada desse princípio básico do bem e do mal (aqui se referindo à imoralidade sexual) aos comportamentos viciantes em geral.

Professores e administradores podem se tornar agentes poderosos para evitar esse difícil problema. Eles devem entender que, para ser eficaz, uma ajuda profissional deve ser procurada antes, e não depois que o vício se torna arraigado. Os adultos no ambiente escolar devem ajudar a orientar os jovens para o tipo certo de serviço. Além disso, eles devem aproveitar as múltiplas oportunidades que ocorrem durante o dia escolar para se relacionar com os jovens e comunicar mensagens de confiança, afeto, esperança e aceitação que ajudarão na prevenção e recuperação daqueles atraídos por vícios.

Fica claro que o vício, seja ele químico ou comportamental, é a perpetuação de um contínuo desejo obsessivo de se envolver em atividades específicas que são prejudiciais ao desenvolvimento holístico. É aqui que o “Poder maior que nós” se torna especialmente necessário e eficaz. Lembremo-nos de que Jesus, por meio das muitas ferramentas que a terapia psicológica e comportamental desenvolveu e por Sua intervenção direta na mente do indivíduo, pode fornecer o tipo de água viva que sacia a sede e elimina o desejo de comportamentos e substâncias viciantes. Assim, Ele explicou à mulher junto ao poço: “Jesus respondeu: Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:13, 14, NVI).


Este artigo foi revisado por pares.

Julián Melgosa

Julián Melgosa, CPsychol (BPS), PhD, é diretor associado de Educação na Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia em Silver Spring, Maryland, Estados Unidos. Ele também atua como editor associado para a edição internacional da Revista Educação Adventista. O Dr. Melgosa formou-se como professor e psicólogo na Universidade de Madri, Espanha, e concluiu seu doutorado em Psicologia Educacional na Andrews University, em Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Ele trabalhou como professor, psicólogo escolar, professor de educação, professor de psicologia e conselheiro na Espanha, na Inglaterra, nas Filipinas e nos Estados Unidos. O Dr. Melgosa escreveu uma variedade de livros de psicologia aplicada amplamente distribuídos para a comunidade leiga. Seus interesses incluem a interface da psicologia e da religião/espiritualidade, interações mente-corpo e os fatores que envolvem um envelhecimento bem-sucedido.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Nady el-Guebaly et al., “Compulsive Features in Behavioural Addictions: The Case of Pathological Gambling,” Addiction 107:10 (outubro de 2012):1726-1734. DOI: 10.1111/j.1360-0443.2011.03546.x.
  2. American Psychiatric Association, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th. ed. (Washington, D.C: American Psychiatric Association, 2013).
  3. Michael S. Ascher e Petros Levounis, The Behavioral Addictions (Washington, D. C.: American Psychiatric Publishing, 2015).
  4. Ibid.
  5. Barna Konkolÿ Thege et al., “Social Judgments of Behavioral versus Substance-related Addictions: A Population-based Study,” Addictive Behaviors 42 (março de 2015):24-31. DOI: 10.1016j.addbeh.2014.10.025.
  6. Marco Di Nicola et al., “Co-occurrence of Alcohol Use Disorder and Behavioral Addictions: Relevance of Impulsivity and Craving,” Drug and Alcohol Dependence 148 (março de 2015):118-125. DOI: 10.1016/j.drugalcdep.2014.12.028.
  7. Ascher and Levounis, The Behavioral Addictions, op. cit.
  8. Ibid.
  9. Barna Konkolÿ Thege et al., “Natural Course of Behavioral Addictions: A Five-Year Longitudinal Study,” BMC Psychiatry 15:1 (janeiro de 2015):58-79. DOI: 10.1186/s12888-015-0383-3.
  10. Salmo 124:7, 8 (NVI). Citação da Bíblia NVI - Nova Versão Internacional. NVI® Copyright© 1973, 1978, 1984, 2011. Todos os direitos reservados.
  11. Charles P. O’Brien, Nora Volkow e T-K Li, “What’s in a Word? Addiction versus Dependence in DSM-V,” The American Journal of Psychiatry 163:5 (maio de 2006):764, 765. DOI: 10.1176/appi.ajp.163.5.764.
  12. Jennifer A. Epstein, Kenneth W. Griffin e Gilbert J. Botvin, “Positive Impact of Competence Skills and Psychological Wellness in Protecting Inner-city Adolescents from Alcohol Use,” Prevention Science 3:2 (julho de 2002):95-104.
  13. O Adventist Recovery Ministries (Ministério Adventista da Recuperação) da Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia fornece informações sobre como se conectar a um programa de recuperação ou centro de tratamento. Visite o site: http://www.adventistrecovery.org/article/33/resources/addictionresources.
  14. Howard J. Shaffer, Overcoming Addiction: Paths Toward Recovery (Harvard Medical School Special Health Report) (Cambridge, Mass.: Harvard Medical School, 2011). Disponível em: http://www.health.harvard.edu/addiction/overcoming-addiction-paths-toward-recovery. Acesso em: 22 jan. 2016.
  15. Ibid.