Embora as comissões escolares adventistas do sétimo dia tenham poder significativo para influenciar as escolas sob seus cuidados, elas não são entidades independentes. Elas são guiadas por políticas criadas e desenvolvidas por Associações, Uniões e Divisões locais e são obrigadas a cumprir seus termos.1 No entanto, existem certos cenários para os quais são fornecidas poucas ou limitadas orientações. Um exemplo de um cenário assim é quando o membro de uma comissão é desleal. De acordo com o Manual para Comissões Escolares das Escolas Adventistas do Sétimo Dia da Divisão Norte-Americana (DNA): “Nos casos em que as políticas de trabalho da Associação, União ou Divisão local são silenciosas, a comissão escolar local é guiada pela filosofia, declaração e missão da escola.”2

Agir de forma “desonesta” significa agir de forma independente, irregular e sem se preocupar com os protocolos estabelecidos. Segundo Fuglei: “Conselhos escolares com membros únicos ou múltiplos que trabalham a portas fechadas”3 para ignorar os desejos de seus constituintes ou que optam por ignorar o conselho de seus órgãos de supervisão, que, no caso das escolas adventistas do ensino fundamental e médio, são a Associação local ou o Departamento de Educação da União e as Divisões no nível de Ensino Superior, podem causar enormes danos. Membros desleais da comissão escolar podem “passar por cima das normas e padrões de comportamento esperados”4 de pessoas nomeadas ou eleitas para esse cargo. Esses membros desleais desconsideram as melhores práticas dos membros da comissão escolar e, em suma, elevam seus próprios interesses e os de seus amigos sobre os das escolas e instituições que são chamados a servir.

Vick fornece outra definição, caracterizando os membros desleais do conselho como pessoas que usam “sua autoridade fora da jurisdição da comissão como um todo. Muitas vezes, suas ações não estão mais servindo ao bem da organização, mas, ao contrário, baseiam-se em uma agenda pessoal e no que elas acham que é ‘certo’ para a organização.”5

Os membros da comissão escolar que exibem esse tipo de comportamento “interferem na capacidade da escola de servir seus alunos e seus constituintes.”6 Fuglei identifica ainda várias maneiras pelas quais esses membros desleais são capazes de fazer isso. Eles incluem os seguintes comportamentos:

  • “desconsiderar as ideias do superintendente da escola;
  • comportar-se contra as regras de conduta escritas (ou não escritas);
  • apoiar políticas que não sejam do interesse dos alunos;
  • fazer acordos inapropriados com professores ou outros membros da comissão, em troca de favores;
  • violar o código de ética do conselho.”7

No nível dos ensinos fundamental e médio, o pastor local e o presidente do conselho escolar podem desempenhar um papel central na correção e restrição e, se necessário, podem facilitar a remoção de membros desleais do conselho escolar por comportamentos inadequados. Infelizmente, ocorrem situações em que não parece politicamente conveniente para o pastor que o presidente do conselho escolar (às vezes, até o departamental de Educação ou o diretor de Educação da União/Divisão) intervenha devido ao poder e influência de certos membros desleais do conselho escolar na comunidade local da igreja/escola. Em situações como essa, todo o programa escolar é colocado em risco e a reputação da educação adventista sofre. Mas os que mais sofrem são os alunos, pais e professores da escola. Os pais acabam matriculando seus filhos em outra escola, e os professores podem se transferir para outro local de trabalho devido à cadeia de autoridade disfuncional e a uma missão obscura e possivelmente comprometida da escola.

As comissões escolares podem tomar medidas para reduzir e até impedir que tais cenários aconteçam, garantindo que todos os membros estejam comprometidos com a missão educacional e espiritual da escola e com o código de ética estabelecido pelo conselho e confirmando que os membros entendem seu papel como parte de uma equipe. Os presidentes do conselho também podem ser intencionais ao declarar e manter as exigências para membros do conselho, além de cultivar um clima de liderança servidora. Embora essas etapas possam não prevenir todo comportamento desleal dos membros, elas ajudarão os conselhos escolares e seus constituintes a ser mais vigilantes no cuidado ao selecionar e eleger membros que contribuirão para o crescimento e o sucesso da escola (ver Quadro 1).

Os membros da comissão devem abraçar e apoiar a missão da escola

Cada escola precisa de uma declaração de missão clara e por escrito. Isso permitirá que os novos membros do conselho escolar compreendam claramente a direção da instituição. Mais importante, ajudará os possíveis membros a decidir se desejam alinhar suas próprias ideias e visão para a escola com sua missão declarada antes de aceitar o convite para ingressar na comissão. Os membros do conselho tornam-se participantes mais eficazes na administração da instituição quando entendem que serão responsabilizados por manter a missão educacional e espiritual da escola.

Saber para onde a escola está indo incentiva os membros do conselho a estar em sintonia quando se trata de saber o que fazer, quando e por quê. Além disso, para definir estratégias e planejar melhorias para a escola, o uso da declaração de missão como ponto de referência principal capacita cada membro da comissão a servir de maneira mais eficiente e eficaz.

Os membros da comissão devem aderir a um código de ética

Um código de ética descreve as expectativas e os princípios éticos que devem orientar o comportamento de cada membro da comissão. Esse padrão deve ser mantido por todos os servidores. O grau em que os membros aderem ao código de ética pode e deve ser avaliado. Isso é tão importante quanto as avaliações de professores e administradores. Criar para a Associação e/ou União uma “política que apoie as avaliações dos membros da comissão pode ser essencial para controlar os membros desleais da comissão”.8 Se essa política não existir, o conselho poderá procurar uma consultoria a fim de criar uma.

No nível do ensino fundamental e do médio, o departamental de Educação e administrador da Associação também pode ajudar a tornar a responsabilidade uma prioridade; e, no nível do ensino superior, os presidentes de conselho e os diretores de faculdades e/ou universidades podem trabalhar juntos para fornecer treinamento e educação para a comissão.9 Isso pode ser feito disponibilizando-se seminários via web de treinamento da comissão escolar e outros recursos de desenvolvimento profissional para as comissões escolares, a fim de ajudá-las a avaliar e revisar seus papéis e responsabilidades, além de informá-las sobre quem consultar caso surjam problemas. À medida que as comissões aprendem o que é esperado delas e participam de suas próprias avaliações, elas aprendem coletivamente a autocorrigir maus comportamentos, ou, pelo menos, manter um registro deles.

Infelizmente, devido ao nível de escrutínio e/ou comprometimento de tempo e recursos exigidos dos membros da comissão, pode ser um desafio nas comunidades adventistas do sétimo dia encontrar pessoas dispostas a servir nas comissões escolares. Isso não deve ser uma desculpa para permitir que comportamentos disfuncionais continuem ou para que abstenham-se de responsabilizar os membros da comissão escolar por não aderirem a um código de ética. As comissões escolares não devem racionalizar pensando que: “Ele quer o bem”; “Precisamos da habilidade dele”; “Não queremos ofendê-lo”; ou “Teremos dificuldade em encontrar alguém para servir”. Em vez disso, elas nunca devem ter medo de impor os procedimentos descritos na constituição e nos estatutos da instituição (ou da Associação, União ou Divisão) para remover um ou mais membros desleais da escola. Como sempre, é altamente recomendável recorrer a um consultor jurídico da organização matriz da instituição antes que qualquer ação seja tomada.

Os membros efetivos do conselho escolar entendem que fazem parte de uma equipe

O serviço do conselho é um esporte de equipe. De acordo com Fuglei: “De um modo geral, o objetivo de um conselho escolar é facilitar os negócios de uma escola”10 de acordo com as diretrizes e políticas das entidades que fornecem supervisão, que para as escolas adventistas seriam a Associação local e o livro de códigos de educação do ensino fundamental e médio da União, ou as políticas para estabelecer diretrizes nas instituições de ensino superior.11 Os membros do conselho agem em nome dos constituintes da escola e, “embora possam representar pontos de vista diferentes, é essencial que os membros do conselho escolar trabalhem em harmonia entre si, bem como com administradores, professores e outras partes interessadas da escola”.12

Vick esclarece que fazer parte de uma equipe ajuda a garantir que a comissão tenha um plano estratégico e seja capaz de manter o foco na missão. Descrições de funções e termos de referência são fornecidos para cada membro da comissão escolar. A constituição e o estatuto da escola são revisados de forma consistente para fornecer parâmetros claros de operação. A revisão deve incluir o processo de como lidar com os membros desleais do conselho (se esse processo não existir, deve ser criado um). Finalmente, um forte comitê de desenvolvimento do conselho pode garantir uma abordagem de equipe, concentrando-se no recrutamento, treinamento e orientação dos membros da comissão escolar.13

Os conselhos escolares eficazes têm um relacionamento intencional e colaborativo com a administração, corpo docente e funcionários da escola e com a comunidade. Eles são capazes de “estabelecer uma forte estrutura de comunicação para informar e envolver as partes interessadas internas e externas na definição e no alcance das metas e missão da escola”.14 Para os conselhos escolares, isso significa envolver ativamente a comunidade e funcionários da escola na definição de metas e objetivos e atualização do plano estratégico da escola. Para isso, é preciso formar uma equipe que tenha claramente definido os papéis e responsabilidades no trabalho que a comissão se propõe a fazer.

A estratégia de empregar subcomissões do conselho e comissões ad hoc para realizar projetos e tarefas específicos cria oportunidades de colaboração com os professores, funcionários e com a comunidade da escola. Cada comissão deve ser guiada por um documento de “termos de referência” (desenvolvido pelo conselho em sessão formal) para ajudar a acelerar seu trabalho e mantê-la em serviço. Usar o corpo docente, a equipe e a comunidade como consultores para esse tipo de estrutura de trabalho também fornece uma variedade de perspectivas para o conselho considerar, com a possibilidade de criar relacionamentos mais fortes, interna e externamente.

Como o conselho geralmente mantém contato limitado com os funcionários e professores da escola, seus membros devem estudar como obter informações e comunicá-las de maneira positiva e proposital. O agendamento de reuniões regulares com o corpo docente e a equipe para fornecer instruções detalhadas sobre mudanças e/ou decisões de políticas controlará melhor o fluxo de informações recebidas e enviadas e pode servir como um evento de formação de equipe e uma oportunidade de unir e celebrar os sucessos da escola. Ter objetivos claros para essas reuniões com oportunidades criadas internamente para ouvir e resolver problemas não apenas ajudará a unificar, mas também reduzirá o potencial de essas reuniões se tornarem sessões de queixas. Criar uma cultura para uma comunicação eficaz com os funcionários da escola ajudará a limitar a promoção do membro desleal em sua própria agenda na escola e na comunidade.

Esses tipos de comunicação e estruturas de trabalho (descritas acima) podem ser maneiras eficazes de envolver e informar várias partes interessadas da escola e mitigar os traços mais objetáveis de um possível membro desleal. Envolver as partes interessadas nos objetivos e planos estratégicos da escola, bem como usar estruturas de comunicação que melhor controlem o fluxo de informações, ajudará a impedir que o conselho seja distraído pelas agendas pessoais de cada membro.

É crucial para o sucesso de qualquer programa escolar a habilidade do presidente do conselho escolar de gerenciar conflitos. Se a presidência procurar evitar o conflito em vez de resolvê-lo, ou manipular mal o conflito, isso poderá causar consequências a longo prazo e danos à escola. Compreender o que é esperado de todos no início de um projeto e/ou tarefa e comunicar como o trabalho será realizado evitará tempo perdido, brigas e oportunidades desperdiçadas para avançar no programa educacional da escola. Como os conselhos administram os negócios é tão importante quanto os negócios que eles administram.

Fazer parte de uma equipe inclui apoiar a presidência na remoção de obstáculos que dificultam o trabalho da comissão. Portanto, quando se trata de gerenciar um membro desleal da comissão, o presidente precisa ter protocolos e procedimentos votados para conduzi-lo. Ele deve primeiro se comunicar individualmente com o membro desleal, solicitando seu total apoio ao código de ética da comissão e ao papel e responsabilidades dos membros da comissão, conforme descrito na constituição/estatuto da escola. Como próximo passo (se necessário), o presidente e outro funcionário do conselho escolar (pastor, departamental de Educação ou membro ex ofício do conselho) devem se reunir com o membro desleal para solicitar a conformidade com o código de ética adotado e/ou a constituição da escola e estatutos que se relacionam especificamente aos membros do conselho escolar. Se essas etapas falharem em obter a cooperação e a conformidade do membro desleal, o presidente deve considerar a remoção dessa pessoa como membro do conselho. A remoção pode incluir a recomendação de que o indivíduo renuncie, tire uma licença ou, por ofensas graves, seja removido por votação oficial. O processo para executar cada uma dessas opções deve ser claramente descrito na constituição e no estatuto do conselho, e os registros de todas as comunicações e esforços para resolver a situação devem ser cuidadosamente documentados e armazenados. Mais importante ainda, os presidentes de conselho que facilitam esse processo devem consultar e trabalhar em estreita colaboração com o advogado para garantir que todos os envolvidos recebam o devido processo.

Canosa forneceu orientação sobre as melhores práticas ao considerar a remoção de um membro da comissão. Ele indica que “a remoção de um membro do conselho é uma questão muito séria e nunca deve ser encarada de forma leviana. Às vezes, no entanto, esse passo deve ser considerado.”15 As circunstâncias ou razões que Canosa considera apropriadas para remoção são:

  • “Ausência prolongada.
  • Comportamento antiético, perturbador ou obstrutivo que impede o conselho de continuar seu trabalho ou ameaça sua credibilidade.
  • Profundo conflito de interesses.
  • Violação de confidencialidade ou compromisso.
  • Qualquer ação individual de um membro, não autorizada pelo voto do conselho, que crie um risco legal para o conselho como um todo e/ou para a organização a que ele serve.”16

Devido aos relacionamentos e posições que os membros do conselho podem ocupar em outras comissões ou departamentos em outros níveis da igreja, Associação ou União, a remoção de um membro desleal da escola pode criar tensão entre a pessoa e a política e tornar-se um severo teste de lealdade não somente para o presidente do conselho, mas também para os membros do conselho. Esse cenário pode facilmente ficar nublado com tons de cinza bloqueando a luz do sol e a transparência de políticas sólidas que podem oferecer orientação. As comissões devem considerar cuidadosamente o que está escrito em seus estatutos e constituição e procurar aconselhamento jurídico antes de tomar qualquer ação drástica. Os membros desleais nunca devem ser habilitados por causa de sua posição, poder e influência sobre outros membros do conselho.

Os conselhos escolares devem ser intencionais ao manter os requisitos para seus membros

Otten compartilha protocolos específicos para os quais presidentes de conselhos e de comissões executivas de escolas devem prestar atenção especial ao lidar com os membros que estão entrando. Essas diretrizes podem ser compartilhadas pelos departamentais de Educação ou diretores com aqueles que elegem e nomeiam membros do conselho para o serviço (por exemplo, constituintes ou organizações), aumentando a probabilidade de selecionar indivíduos que entendam suas funções e possam trabalhar como parte de uma equipe. Aqui estão alguns deles:

  1. Certifique-se de que os possíveis membros do conselho compreendam e adotem a missão e os valores essenciais da escola. Se uma escola não os identificou, eles devem ser definidos e adotados imediatamente.
  2. Forneça orientação imediata sobre a instituição e o papel do conselho em servi-la. Uma descrição clara do que é esperado de cada membro do conselho ou administrador diminui as chances de alguém tentar implementar uma agenda pessoal.
  3. Considere cuidadosamente a personalidade daqueles nomeados por eleição ou nomeação. Embora habilidades e conhecimentos sejam importantes, o temperamento do indivíduo, a vontade de servir e a capacidade de trabalhar bem com os outros são absolutamente cruciais para formar uma equipe que possa colaborar para alcançar as metas.
  4. Comprometa-se com avaliações anuais do desempenho individual e coletivo do conselho.
  5. Mantenha limites de prazo estabelecidos por diretrizes orientadoras como forma de impedir que qualquer membro se sinta como se fosse o dono da posição. Se são instituídos limites de mandato para os membros, eles devem ser aplicados.17

Cada uma das recomendações acima deve ser cuidadosa e consistentemente implementada. Os presidentes do conselho escolar devem ter o propósito de manter os requisitos para seus membros e, sempre que possível, aproveitar a oportunidade para avaliar cuidadosamente como cada membro se encaixa com os demais membros, com a missão e objetivos atuais do conselho.

Membros efetivos do conselho escolar são líderes servidores

Os membros do conselho escolar são chamados para ser líderes servidores. Os membros comprometidos do conselho reconhecem que seu serviço não deve ser dirigido por um desejo de poder, mas pelo compromisso de servir e ampliar a missão da educação adventista como um ministério.18 Robert Greenleaf, em O poder da liderança servidora, descreve isso da seguinte maneira: “Começa com o sentimento natural de querer servir, para, então, primeiramente servir. Assim, uma escolha consciente faz com que outro aspire a liderança. A diferença se manifesta nos cuidados tomados pelo servo, primeiro para garantir que as necessidades prioritárias de outras pessoas estejam sendo atendidas.”19

Esther Dewitt, presidente da Conflict Navigation, observa que os líderes servidores voltados para pessoas podem efetivamente levar outros a abraçar objetivos compartilhados, permitindo-lhes realizar tarefas orientadas para a missão.20 De acordo com Dewitt, líderes servidores:

  • Ouvem. Eles entendem o valor de deixar os outros falarem e reconhecem que há sabedoria em ouvir as ideias, medos, preocupações e aspirações daqueles que estão sob seus cuidados.
  • Solidarizam-se. Líderes servidores são capazes de se identificar com sensibilidade e participar das experiências de outras pessoas e estão profundamente conscientes de como suas decisões afetarão aqueles a quem servem e que lideram.
  • Persuadem. Em vez de usar sua autoridade para exigir ou forçar outras pessoas a obedecer, os líderes servidores entendem o poder da persuasão para motivar outras pessoas a alcançar metas compartilhadas.
  • São modelos de integridade. Os líderes servidores constroem e mantêm relacionamentos baseados em confiança e integridade. Eles modelam a adesão a padrões compartilhados dentro de suas instituições.
  • Ajudam as pessoas a crescer. Por meio de treinamento e orientação (coaching e mentoring), os líderes servidores nutrem outras pessoas em suas respectivas instituições. Eles entendem que através do investimento nas pessoas suas instituições crescerão e criarão um caminho para o sucesso.
  • Constroem comunidade. Os relacionamentos são importantes para os líderes servidores, e eles procuram cultivar uma cultura institucional que valorize e respeite os indivíduos, a cooperação e o trabalho em equipe.21

A liderança servidora é um trabalho árduo e não ocorre naturalmente para a maioria dos líderes e membros de um conselho escolar. Esse estilo de liderança pode ser visto por alguns como revelador de falta de força e incapacidade de tomar decisões difíceis. No entanto, se quisermos seguir o exemplo de Cristo (considere o que o apóstolo Paulo escreveu sobre a humildade de Cristo em Filipenses 2:3-8), devemos observar como uma vida de humildade permitiu que Ele se conectasse com as pessoas, resultando em mudanças positivas. Se os presidentes e os membros do conselho escolar dedicassem algum tempo durante as reuniões para compartilhar o que a liderança servidora significa para eles individualmente, essa poderia ser uma maneira proposital de refletir, reorientar e criar consenso sobre como o conselho deve realizar seu trabalho.

As reuniões do conselho escolar devem avançar e promover a missão e a filosofia da escola. Cada reunião deve começar com uma oração solicitando a presença do Espírito Santo para que os membros possam ser motivados e inspirados a se concentrar naquelas questões-chave que melhorarão o programa acadêmico e de vida espiritual da escola. Liderar com oração também ajudará a definir o tom da reunião e permitirá que o Espírito Santo influencie o coração e a mente dos membros a serem divinamente motivados para o serviço altruísta. Considere as seguintes palavras: “Lembrem-se os que assistem a reuniões de comissões que eles ali se reúnem com Deus, que lhes deu a sua tarefa. Reúnam-se com reverência e coração consagrado. Estão reunidos para estudar questões importantes relacionadas com a causa do Senhor. Em todos os pormenores devem seus atos mostrar que estão desejosos de conhecer a Sua vontade no tocante aos planos a serem delineados para a promoção da obra de Deus.”22

Conclusão

As congregações da igreja local e os constituintes da Associação, União e Divisão depositaram um enorme grau de confiança e credibilidade naqueles designados para servirem como administradores e membros do conselho escolar. Eles acreditam no conselho escolar e esperam integridade em troca. Os membros do conselho, por sua vez, devem prestar contas à missão educacional da escola e a um código de ética. Além disso, os membros do conselho devem entender que fazem parte de uma equipe e devem estar comprometidos com a liderança servidora. Com políticas eficazes em vigor, os conselhos podem estabelecer um espírito de trabalho em equipe e limitar o grau em que qualquer membro ou grupo de membros venha a se tornar desleal.


Este artigo foi revisado por pares

Robert D. Crux

Robert D. Crux, EdS, trabalhou na educação adventista como professor, diretor e departamental escolar durante 35 anos antes de se aposentar. Ele fez seu mestrado em Administração Escolar no Walla Walla College (College Place, Washington, Estados Unidos) e obteve um diploma de EdS em Currículo e Instrução pela Loma Linda University (Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos). Antes de se aposentar em 2016, atuou como departamental de Educação e diretor de Recursos Humanos na Carolina Conference (Charlotte, Carolina do Norte, Estados Unidos). O Sr. Crux acredita que os comportamentos dos conselhos escolares têm um impacto substancial na cultura e no sucesso das escolas.

Citação recomendada:

Robert D. Crux, “Quando um membro do conselho escolar se torna ‘desleal’” Revista Educação Adventista 81:4 (outubro-dezembro de 2019). Disponível em: _____.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Manual for School Boards of Seventh-day Adventist Schools: A Guide for School Boards and Board Members (Silver Spring, Md.: North American Division of Seventh-day Adventists Office of Education, 2017), 16. Disponível em: https://nad-bigtincan.s3-us-west-2.amazonaws.com/leadership%20resources/administration/handbooks%20%26%20manuals/SchoolBoard_Manual.pdf.
  2. Ibid.
  3. Terry O’Banion, “Damage Caused by the Rogue Trustee,” Community College Journal of Research and Practice 33:7 (junho de 2009): 547-563; Monica Fuglei, “How Should Teachers and Parents Deal with a Rogue School Board Member?” (10 dez. 2014). Disponível em: http://education.cu-portland.edu/blog/news/rogue-school-board/.
  4. O’Banion, ibid., 547.
  5. Steve Vick, produtor de podcast com Laurie Wolf, “Dealing with Rogue Board Members” (23 abr. 2014). Disponível em: https://nonprofitally.com/nonprofit-podcast-dealing-with-rogue-board-members/.
  6. Fuglei, “How Should Teachers and Parents Deal with a Rogue School Board Member?”
  7. Ibid.
  8. Ibid.
  9. Ver Betty Bayer, “Professional Learning for Teachers and Board Members: The School Board’s Responsibility,” The Journal of Adventist Education 81:3 (julho-setembro de 2019): 24-27. Disponível em: https://jae.adventist.org/en/2018.83.3.5; Hamlet Canosa, “Seventh-day Adventist Higher Education Governing Boards: A Snapshot,” The Journal of Adventist Education 70:5 (verão de 2008): 32-36. Disponível em: http://circle.adventist.org/files/jae/en/jae200870053205.pdf.
  10. Fuglei, “How Should Teachers and Parents Deal Wwith a Rogue School Board Member?”
  11. Accrediting Association of Seventh-day Adventist Schools, Colleges, and Universities (AAA), “Draft Policy on Governing Board Autonomy, Independence, and Accountability in Colleges and Universities – Guidelines” (2017). Disponível em: https://adventistaccreditingassociation.org/wp-content/uploads/2017/12/governing_board_autonomy_independence_and_accountability.pdf; General Conference Working Policy FE 20 10 (2018); ver também lista de manuais do conselho do CIRCLE e manuais para escolas adventistas em várias divisões. Disponível em: http://circle.adventist.org/browse/748/.
  12. Fuglei, “How Should Teachers and Parents Deal with a Rogue School Board Member?”
  13. Vick, “Dealing with Rogue Board Members.”
  14. . Center for Public Education, “Eight Characteristics of Effective Schools. Case Study” (28 jan. 2011). Disponível em: https://nyssba.org/clientuploads/nyssba_pdf/Events/nsbma-buffalo-07152016/Eight-characteristice-of-effective-school-boards_-full-report.pdf.
  15. Hamlet Canosa, “Governing Boards: A Practical Guide to Best Practices and Policies” (2008), 31. Disponível em: http://www.columbiaunion.org/sites/default/files/pictures/new_board_manual_07-08l.pdf.
  16. Ibid.
  17. Laura Otten, “Board Members Gone Wild,” The Nonprofit Center at LaSalle University (11 fev. 2011). Disponível em: https://www.lasallenonprofitcenter.org/board-members-gone-wild/.
  18. Manual for School Boards of Seventh-day Adventist Schools: A Guide for School Boards and Board Members, p. 7.
  19. Robert K. Greenleaf, The Power of Servant Leadership (San Francisco: Bennett-Kohler Publishers, 1998), p. 4.
  20. Esther DeWitt, Conflict Navigation (31 ago. 2017). Disponível em: https://www.facebook.com/ConflictNavigation/.   
  21. Ibid.
  22. Ellen G. White, Testemunhos para a igreja (Tatuí, SP.: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 7:256.