Tammy Bovee • Amanda Gunn

Ajudando os alunos a desfrutar dos benefícios da atividade física

Edição especial

comportamentos viciantes

Marco1 começou a frequentar uma academia de ginástica crendo que o exercício físico o ajudaria a diminuir os efeitos do estresse. Era seu primeiro ano na faculdade, e ele estava achando a transição difícil. Marco estava comprometido a ir à academia em dias alternados em busca dos benefícios da saúde psicológica. Como resultado, seu humor melhorou, ele começou a experimentar menos ansiedade e estresse e sentiu-se fisicamente mais forte. No entanto, com o tempo, esses benefícios se tornaram cada vez mais difíceis de ser alcançados. Portanto, Marco incorporou a corrida em sua rotina de atividade física. Nos dias em que não se exercitava, ele tinha problemas para se concentrar nas aulas e não sentia mais tanto prazer em participar de atividades de que antes gostava. Como resultado, ele decidiu aumentar sua corrida e exercícios para duas vezes ao dia, às vezes faltando às aulas para ir à academia. Logo, exercícios físicos e a busca por meios de se envolver em mais atividade física a fim de atingir o mesmo nível de redução do estresse eram tudo em que ele conseguia pensar.

Os hábitos de exercícios de Marco começaram a interferir em sua vida social, bem como em seu desempenho acadêmico. Ele bloqueava os telefonemas de amigos sempre que estava no meio de sua rotina de exercícios. Devido ao estresse causado pelo declínio do desempenho acadêmico, bem como pela falta de apoio social, Marco aumentou ainda mais sua rotina já substancial de atividade física. Finalmente, Marco perdeu tantas matérias que teve de abandonar a escola.

A dependência de exercício físico pode ocorrer entre alunos que moram em casa ou em um ambiente onde eles são responsáveis por seus próprios horários e têm menos supervisão geral. Os educadores, a equipe escolar e os pais precisam estar conscientes dos sinais de alerta e comportamentos de vício em exercício a fim de planejar uma intervenção oportuna. As escolas podem fornecer aos alunos orientações sobre como equilibrar a quantidade de atividade saudável com outras atividades necessárias para que possam se envolver de forma equilibrada quando se tornarem responsáveis por criar seu próprio horário diário.

A natureza da dependência em atividade física

O exercício apresenta muitos benefícios físicos e psicológicos: aumenta a resistência à fadiga, melhora a força muscular, reduz a incidência de doenças cardiovasculares, diminui o risco de depressão e reduz os efeitos do envelhecimento.2 Esses benefícios podem ser alcançados por meio da prática de exercícios por cerca de 30 minutos com intensidade moderada a intensa de três a cinco vezes por semana.3 Contudo, a atividade física excessiva (definida por Landolfi como consumidora da maior parte do tempo de uma pessoa) apresenta resultados negativos que podem se transformar no vício em atividade física caso se torne a única atividade prioritária da pessoa.4 Por exemplo, um estudo mostrou que profissionais da área dos esportes têm um risco mais elevado de desenvolver o vício do exercício se comparado à população em geral.5

A dependência de atividade física não é reconhecida no Manual de diagnóstico e estatística de transtornos mentais (DSM-5).6 Esse tipo de comportamento é, em vez disso, definido como um vício comportamental. Embora não haja um consenso sobre a definição de vício em exercícios, os pesquisadores o associam consistentemente aos seguintes sintomas: desejo intenso por atividade física habitual que resulta em práticas de exercícios incontroláveis e excessivas que provocam sintomas psicológicos e fisiológicos, como ansiedade e depressão7 (ver Quadro 1). Hausenblas e Downs8 identificaram o vício em atividade física como aquele que apresenta os mesmos critérios diagnósticos fundamentais do vício comportamental, que inclui tolerância, abstinência, falta de controle, efeitos intencionais, tempo, redução de outras atividades e continuidade.9

Prevalência e fatores de risco

Milhões de pessoas se exercitam diariamente visando a benefícios de saúde. A grande maioria não seria classificada como viciada em exercícios.10 Um estudo realizado em 2012, na Hungria, pesquisou um grupo de 474 pessoas que se exercitava pelo menos uma vez por semana e concluiu que apenas 0,5% dos pesquisados estava em risco de desenvolver vício em atividade física.11 No entanto, em termos de prevalência, a pesquisa produziu resultados variados. Hausenblas e Downs12 relataram que entre 3,4 e 13,4% de sua amostra de estudantes universitários, metade dos quais estavam envolvidos em esportes, estavam em risco de vício em exercício. Uma amostra de alunos de Ciência e Psicologia do Esporte identificou 3% com alto risco de dependência de atividade física com base no Exercise Addiction InventoryEAI (Inventário da dependência de exercícios), desenvolvido pelos autores.13

No entanto, a prevalência parece ser maior entre as pessoas ligadas a esportes recreativos. Szabo e Griffiths14 descobriram que 6,7% dos estudantes da área esportiva estavam em risco de vício em exercício, e Blaydon e Lindner15 relataram que 30,4% dos triatletas podiam ser identificados como viciados em atividade física, com base no Exercise Dependence Questionnaire – EDQ (Questionário de dependência em exercício).16

Em outro estudo com corredores, os pesquisadores concluíram que 26% dos homens e 25% das mulheres pesquisados poderiam ser classificados como viciados em exercício.17 Essa descoberta concordou com outra pesquisa que relata uma maior prevalência de vício em exercício em homens (como Marco, no início do artigo) e entre estudantes universitários.18 Além disso, um estudo realizado com atletas universitários hispânicos, incluindo alunos da área dos esportes e outros, e um grupo de ultramaratonistas, usando a psicometria do EAI, descobriu que os homens obtiveram pontuações mais altas que as mulheres e os ultramaratonistas obtiveram pontuações mais altas que os dois grupos de estudantes universitários.19

A prevalência de risco para o vício em exercício foi de 7 a 10% em atletas universitários e 17% em ultramaratonistas. Embora a maioria dos estudos sobre o vício em atividade física tenha envolvido adultos, um estudo realizado por Downs, Savage e DiNallo mostrou que o vício em exercício também é predominante em adolescentes. De sua amostra de 805 alunos do Ensino Médio, 6% foram classificados em risco de vício em exercício. Dentre eles, 8% eram meninos e 4%, garotas.20 Esse resultado reproduziu conclusões anteriores de Villella et al., que pesquisaram 2.853 estudantes entre 13 e 20 anos. Seu estudo classificou 10,1% dos homens como propensos ao vício em exercício, em comparação com 6,3% das mulheres.21

Desenvolvimento e etiologia

Foi sugerido que as pessoas se tornam viciadas em atividades físicas devido aos mecanismos fisiológicos envolvidos no exercício, tal como a euforia experimentada durante o exercício intenso.22 Exercício intenso, aquele que leva o coração de 70% a 90% de sua máxima frequência, resulta na ativação do sistema opioide endógeno, induzindo a uma significativa concentração de endorfina.23 Isso atua como um reforçador pós-exercício, pois, consequentemente, a pessoa começa a ansiar por aquele estado elevado causado pela liberação da substância semelhante ao opioide. Isso resulta em um ciclo contínuo, uma vez que o estado de humor não dura.

No entanto, outra teoria sobre a etiologia do vício em atividade física emprega uma explicação psicológica. Morris et al.24 descobriram que corredores regulares (aqueles que corriam pelo menos três vezes por semana) que pararam de correr apresentaram maior disfunção social, sintomas somáticos e ansiedade depois de apenas uma semana, em comparação com aqueles que continuaram correndo. Pesquisadores sugerem que a probabilidade de mudança de exercício habitual para vício em exercício aumenta em pessoas que se exercitam com o objetivo de escapar de sentimentos desagradáveis.25 Para eles, a atividade física proporciona uma fuga do estresse perturbador, persistente e incontrolável.26

Com base nessa teoria, alunos de todos os níveis podem estar em risco de vício em exercício devido à variedade de estressores acadêmicos que enfrentam, bem como às pressões sociais de amigos e outros alunos.27 Eles aprendem a confiar na atividade física como um mecanismo de enfrentamento, convencidos de que o exercício é um meio saudável de lidar com o estresse, conforme recomendado nas escolas e pela mídia.28 Como resultado, alguns jovens podem justificar suas exageradas quantidades de horas gastas com o exercício, que lentamente cobra um pedágio em suas obrigações escolares e atividades diárias normais. Isso faz com que eles experimentem sentimentos psicológicos negativos, como irritabilidade, ansiedade e culpa se algum imprevisto os impede de se exercitar.29 A perda de seu mecanismo de enfrentamento – a atividade física – gera uma crescente percepção de vulnerabilidade ao estresse, o que amplifica o sentimento negativo associado à falta de exercício. Essa pressão leva o jovem a se voltar para seu regime de atividade física excessiva à custa das obrigações diárias, incluindo as atividades acadêmicas, o que aumenta o estresse, acabando por colocar o aluno em um ciclo vicioso.30

Pesquisar a prevalência do vício em atividade física é complicado por uma variedade de questões, a maioria das quais envolve sua coocorrência com outros distúrbios. Por exemplo, pesquisas têm descoberto fortes elos entre vício em exercício e várias formas de distúrbios alimentares.31 Em um estudo envolvendo 125 homens e mulheres parisienses que se identificaram como viciados em exercício, 70% relataram ser bulímicos.32 Outro estudo examinando triatletas relatou que 52% deles poderiam ser classificados como viciados em atividade física.33 Destes, 50% das mulheres e 27% dos homens foram classificados como portadores de algum transtorno alimentar.

Além disso, distúrbios alimentares são frequentemente acompanhados por altos níveis de exercício físico ou vício em exercício. Um estudo sobre adolescentes anoréxicos e bulímicos diagnosticados clinicamente relatou que 80% dos participantes anoréxicos e 25% dos bulímicos se envolviam em comportamentos de exercício físico viciantes.34 Portanto, essa comorbidade torna difícil classificar qual vício é realmente o transtorno primário. Diante disso, um estudo de 2004 buscou determinar se o exercício como vício primário ou secundário poderia ser considerado como condição distinta e independente.35 Os pesquisadores descobriram que não só a atividade física como vício primário é distinta da atividade física como vício secundário, mas também que o vício em atividade física pode existir sem a presença do distúrbio alimentar.36

O vício em exercícios não é um distúrbio específico segundo o DSM-5 e, portanto, não há ferramentas de diagnóstico. Em vez disso, existem apenas instrumentos desenvolvidos por pesquisadores para determinar se um indivíduo pode ser classificado como viciado em atividade física. Isso resulta em diferenças na epidemiologia e estimativas de prevalência entre vários pesquisadores.37 Vários estudos examinaram a relação entre personalidade e vício em exercícios. Hausenblas e Giacobbi38 encontraram uma correlação positiva entre o perfeccionismo e os sintomas do vício em atividade física. Outros pesquisadores descobriram que a compulsão obsessiva e a ansiedade têm relação positiva com o vício em exercício.39

Consequências do vício em atividade física

Uma grave consequência do vício em exercício, assim como de muitos vícios comportamentais, é o tempo reduzido gasto em atividades sociais, recreativas e espirituais, bem como a falta de concentração no trabalho e na escola.40 O exercício excessivo também pode aumentar o risco de lesões. Estudos descobriram que indivíduos com dependência de atividade física continuarão nessa prática mesmo quando estiverem lesionados ou após lesões repetidas.41

Prevenção

Alguns pesquisadores identificaram várias características preexistentes em indivíduos viciados em atividade física, tais como neuroticismo, perfeccionismo e extroversão.42 Indivíduos altamente neuróticos são propensos a ansiedades ou preocupações excessivas em relação a sua saúde e aparência e podem, portanto, praticar exercícios em excesso até o ponto do vício.43 Além disso, o vício em atividade física também está positivamente relacionado à baixa autoestima, vivenciada por aqueles que lutam com sua identidade e se sentem inseguros e ansiosos.44 Treinadores, pais, instrutores, amigos e colegas são importantes na formação da identidade pessoal dos jovens.45 Não deveria surpreender o fato de que indivíduos que acreditam que “precisam” praticar exercício tenham maior risco de vício.46

Sendo existente essa associação, pais, educadores e amigos devem monitorar o que dizem e fazem na presença de jovens com predisposição ao vício.47 Retornos positivos como elogios por suas realizações e programas de exercícios moderados e cuidadosamente projetados são fundamentais para garantir experiências de atividades físicas saudáveis para esses indivíduos.48 Os programas de exercícios podem consistir na prática de 30 a 60 minutos de atividade aeróbica contínua, de três a cinco dias por semana, mantendo uma frequência cardíaca máxima entre 50% e 85% da reserva de frequência cardíaca. Pesquisas mostram que a juventude pode receber os benefícios saudáveis da atividade física ao se envolver em apenas 30 minutos de exercícios aeróbicos por dia.49

Pessoas afetadas pelo vício em atividade física muitas vezes mostram uma extrema preocupação com a imagem corporal, com o peso e com o controle da dieta.50 Adultos cuidadosos podem contribuir para evitar o vício em atividade física ajudando as crianças a desenvolver uma imagem corporal positiva. E, mais tarde, à medida que os jovens passam pelas mudanças da puberdade, pais e educadores podem ajudá-los a impulsionar sua imagem corporal por meio de aceitação e apoio, fornecendo mensagens positivas e incentivando outras qualidades que mantenham a aparência física em perspectiva. Além disso, os adultos podem ajudar os jovens a se envolver em atividades físicas e alimentação mais saudáveis modelando comportamentos benéficos e proporcionando um ambiente que forneça apoio para melhorar a comunicação e que os ajude a fazer escolhas saudáveis, concentrando-se menos no peso e mais na saúde em geral.51

Sugestões para a equipe escolar

Os estudantes que experimentam o vício em atividade física ou distúrbios alimentares provavelmente terão de ser encaminhados aos profissionais da saúde mental. No entanto, professores e diretores podem implantar uma série de ações que ajudem a identificar riscos e prevenir o vício em atividade física.

  • Aumente a conscientização. Aumentar a conscientização é sempre o primeiro passo para resolver qualquer tipo de problema ou preocupação. A equipe escolar deve ser informada sobre possíveis sinais de vício em exercícios (ver Quadro 2). As escolas podem oferecer apostilas e seminários para ajudar a treinar os pais a ser mais receptivos, apoiando e incentivando qualidades que aumentarão a autoestima de seus filhos.52
  • Forneça modelos positivos. A equipe escolar também pode servir como modelo positivo para os alunos ao praticar e incentivar um estilo de vida saudável. Crianças que lutam com o perfeccionismo ou transtorno obsessivo-compulsivo são mais propensas a se envolver em exercício compulsivo e, assim, a se colocar em risco de vício em atividade física.53
  • Mantenha abertas as linhas de comunicação. Quando se suspeita que um aluno pode ter uma dependência em atividade física, os professores e diretores devem notificar os pais e direcionar a criança a um aconselhamento adequado a fim de aprender métodos alternativos de regular emoções.54 Assumir uma abordagem multifacetada para prevenir o vício em atividade física significa nutrir os alunos e desenvolver estratégias que os eduque acerca do exercício adequado. Professores, educadores da área da saúde, treinadores, instrutores de academia e outros profissionais devem cooperar e manter a comunicação aberta para reconhecer e intervir quando os sinais do vício em atividade física aparecerem.
  • Use o currículo para ensinar comportamentos saudáveis. Educadores e instrutores de saúde e da educação física podem organizar minicursos para alunos que esclareçam os benefícios do exercício, mas que também expliquem que a perda de controle sobre o comportamento pode potencialmente ser tão perigosa para a saúde quanto o uso indevido ou abuso de qualquer substância perigosa.55 Os minicursos devem reiterar as crenças holísticas do adventismo sobre autocontrole e moderação. As igrejas locais também podem realizar seminários para aumentar a conscientização acerca do exercício adequado e das medidas que podem ser tomadas para evitar vícios em atividade física.

Estratégias usadas pelos profissionais de saúde mental

Se um indivíduo é enviado para tratamento por vício em exercício, os profissionais de saúde mental podem primeiramente ter de ajudá-lo a tomar consciência do problema e da necessidade de tratamento. As técnicas de entrevista motivacional são frequentemente usadas para ajudar os que buscam ajuda.56 Os profissionais de saúde mental devem deixar claro que o exercício excessivo pode acarretar consequências negativas e que a atividade física deve ser modificada, moderada e controlada. O próximo passo pode ser a terapia comportamental cognitiva, que geralmente é a forma recomendada de tratamento para muitos tipos de vícios, incluindo o vício em atividade física.57 Nessa situação, identificar e corrigir os pensamentos negativos automáticos da pessoa (por exemplo: “Eu fracassei porque eu não consegui terminar minha rotina de exercícios nesta manhã”) que resultam em comportamento prejudicial e emoções negativas são a chave para o sucesso.58

Terapeutas credenciados também podem recomendar novas formas de exercício ou fornecer estratégias para atenuá-lo. Como a atividade física com moderação é considerada um hábito saudável, uma meta do tratamento poderia ser o retorno ao exercício moderado.59 Embora os professores não se sintam qualificados para aplicar esses tipos de estratégia, é sempre bom que eles estejam alerta para reconhecer quando um aluno pode estar exibindo sinais de vício em atividade física. Uma vez identificado o problema, os educadores precisam encaminhar seus alunos para especialistas. Uma avaliação psicológica minuciosa e uma intervenção constante podem ser necessárias para prevenir comportamentos que possam produzir um ciclo autodestrutivo.

Conclusão

O exercício para promover a saúde é um traço positivo que os adultos devem demonstrar. Professores, administradores, pais e outros adultos em posição de supervisão sobre os alunos deveriam discutir o vício em atividade física como fariam com qualquer outra substância ou atividade potencialmente viciante. Existe uma quantidade adequada que é a melhor. Muito pouco ou demais pode ter efeitos negativos. Quando o exercício começa a se intrometer no estudo, nas tarefas de casa, na devoção pessoal e/ou nas atividades sociais, os adultos envolvidos na vida do aluno devem tomar medidas adequadas para educá-lo e redirecioná-lo. A incapacidade de mudar o comportamento indica a necessidade de uma intervenção profissional.

Identificar e abordar preocupações sobre alunos que possam ter problemas com o vício em exercício pode ser um desafio. Os funcionários da escola e os educadores podem precisar de algum tempo para observar o comportamento dos alunos antes de decidir intervir. A equipe escolar pode desempenhar um papel crucial certificando-se de que os alunos se exercitem por períodos de tempo adequados para evitar o estresse, mas não tanto que interfira em sua saúde e bem-estar emocional. Os resultados podem não ser imediatos, mas, com a ajuda de um ambiente educacional de apoio, os alunos podem aprender habilidades para se avaliar e alcançar o equilíbrio entre a atividade física e outras atividades necessárias.

Os professores e administradores das escolas cristãs têm a oportunidade de lembrar aos alunos que Deus quer o que é melhor para eles e que Ele tem um futuro belo e promissor planejado para cada um (Jeremias 29:11, ARA).60 Todo fardo que carregamos que provoque comportamentos autodestrutivos é um fardo que Jesus pode carregar por nós se apenas pedirmos (Mateus 11:28, ARA). Qualquer batalha contra um comportamento viciante ou autodestrutivo é uma batalha que não podemos vencer sem Jesus. Ele nos pede para lançar sobre Ele nossas ansiedades porque Ele cuida de nós (1 Pedro 5: 7, ARA). Toda a ajuda, mesmo aquela para vencer o vício, vem do Senhor (Salmo 121: 1-3 ARA). Quando adultos amorosos ensinam esses fatos às crianças e aos jovens, eles podem recorrer a Deus para adquirir sabedoria a fim de evitar o vício em atividades físicas, ainda que continuem a praticar exercícios para obter seus inúmeros benefícios.


Este artigo foi revisado por pares.

Tammy Bovee

Tammy Bovee, MS, é proprietária da Creative Fitness, LLC, em Springfield, Oregon, Estados Unidos, especializada em programas de exercícios para pessoas com deficiência. Ela recebeu seu diploma em Ciência do Exercício com Ênfase em Reabilitação pela California University of Pennsylvania, na Califórnia, Estados Unidos.

Amanda Gunn

Amanda Gunn, MS, é administradora do Laboratório de Eletrofisiologia do Cérebro da Electrical Geodesics, Inc., em Eugene, Oregon, Estados Unidos. Ela concluiu seu mestrado em Psicologia com Ênfase em Desenvolvimento Cognitivo pela University of Oregon, em Eugene, Oregon, Estados Unidos.

Citação recomendada:

Tammy Bovee and Amanda Gunn, “Ajudando os alunos a desfrutar dos benefícios da atividade física,” Revista Educação Adventista 42:1 (Abril–Maio 2016). Available at https://jae.adventist.org/pt/2017.3.9.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Pseudônimo.
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