Brad Hinman

Sem segredosconversando com crianças e jovens sobre pornografia

Edição especial

comportamentos viciantes

Josh,1 um aluno popular de 15 anos de idade do 2º ano do Ensino Médio, tem uma média de aproveitamento escolar muito alta, é bondoso, gentil e prestativo. Ele é respeitoso com seus pais e um líder natural tanto na escola quanto em casa, com seus dois irmãos mais novos. Josh também é viciado em pornografia na internet. Ele vê imagens sexuais explícitas diariamente, ele se masturba de quatro a seis vezes por dia e entrou em contato com a pornografia pela primeira vez, através do irmão mais velho de um amigo, quando tinha nove anos de idade.

Embora fictícia, essa história representa um padrão típico de comportamento experimentado por pessoas vítimas da pornografia na internet. Esse cenário, que está se tornando mais comum em todo o mundo,2 também levanta algumas questões válidas e contundentes. Como os educadores devem reagir quando a pornografia é acessada nos computadores da escola? O que deve acontecer quando um professor descobre que um ou mais alunos estão lutando com o desejo de ver pornografia, mas estão orando fervorosamente para que Deus remova esse fardo de sua vida? Como equilibrar a compaixão pelos semelhantes que lutam com o pecado enquanto ao mesmo tempo cumprimos verdades bíblicas como as de 2 Coríntios 12:21 e Gálatas 5:193 em um contexto moderno?

A Bíblia adverte sobre fortes consequências para aqueles que não se arrependem da “impureza” e dos “pecados sexuais” e condena a “imoralidade” e a “impureza” sexual. A pornografia, embora não mencionada especificamente na Bíblia, não tem utilidade para Deus, mas um coração puro, sim! Esse é um tema recorrente em toda a Escritura. A súplica de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Salmo 51:10, ARA), a bênção de Jesus sobre os “limpos de coração” (Mateus 5:8, ARA) e o estímulo de Paulo para pensarmos em “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” (Filipenses 4:8, ARA) nos dão uma dica acerca do que é importante para Deus e do que devemos cultivar e proteger com compaixão na vida de nossos alunos e da equipe escolar.

Padrões, fatores de risco e consequências

Sempre que esse tópico é discutido, inevitavelmente surge a pergunta: “O que é pornografia?” Neste artigo, pornografia é definida como qualquer texto, imagem, vídeo ou material de áudio com sexo explícito idealizado, produzido e distribuído com a finalidade de sedução, excitação e gratificação sexual.4

Nem todas as pessoas que usam a internet veem pornografia, e nem todas que veem pornografia são viciadas, mas o número de viciados está aumentando.5 Muitas pessoas têm acesso privado à internet e podem acessar a pornografia sem medo de ser descobertas ou reconhecidas por outros.6 O acesso irrestrito está se tornando mais predominante já que muitos dispositivos conectados à internet, incluindo iPads fornecidos pela escola, telefones celulares com tecnologia “inteligente”, consoles de jogos, tablets, iPods, laptops e computadores de mesa se tornaram populares (ver Quadro 1).

Toda escola deveria instalar um software para impedir o acesso a sites censuráveis usando a internet da escola7 e para que os administradores acompanhem o histórico do navegador da internet de todos que acessam os computadores da escola. No entanto, isso limitará o acesso de apenas um número restrito entre os dispositivos acima mencionados uma vez que alguns deles podem criar sua própria conexão sem fio à internet ou até mesmo servir de intermediários para que outros dispositivos se conectem à internet.

Dispositivos equipados com câmera e habilitados para internet são capazes de criar pornografia (incluindo a pornografia infantil), e, por meio de mensagens de texto, anexos de e-mail e várias formas de mídia social, o usuário pode divulgar essas imagens a outros, tornando a “manufatura” e “distribuição” de pornografia mais fácil, mais rápida e muito mais difundida. Um aspecto da criação de pornografia é comumente chamado de sexting – envio e recebimento de fotos, imagens, vídeos, mensagens de texto e e-mails por dispositivos móveis. Nos Estados Unidos, quando os menores tiram fotos de si mesmos em poses sexualmente explícitas e, em seguida, enviam essas imagens para seus amigos ou as postam na internet, eles podem ser responsabilizados tanto pela produção quanto por distribuição de pornografia infantil. As acusações alcançam maior gravidade se as fotos, imagens, vídeos, e-mails ou mensagens de texto forem compartilhados entre um menor e um adulto. Se qualquer dessas fotos, imagens ou vídeos for feita em propriedade escolar ou com dispositivos de propriedade da escola, isso pode colocar a escola como responsável e, certamente, colocará o pai e os envolvidos em dificuldades.8

Muitos adolescentes, principalmente os do sexo masculino, usam material pornográfico da internet9, embora pesquisas apontem que adolescentes do sexo feminino representem cerca de 40% do total de consumidores.10 A pornografia pode ser acessada a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet e por qualquer pessoa com idade suficiente para clicar em sites e ler, ver fotos, imagens ou filmes. Segundo a Internet Filter Review, que fornece dados sobre as buscas na internet pelos usuários, a média de idade da primeira exposição de uma criança à pornografia é aos 11 anos, e quase 50% dos usuários da internet já acessaram pornografia.11 Portanto, as conversas com os jovens sobre os perigos da pornografia deveriam começar por volta dos 8 anos de idade; impreterivelmente até os 11 anos de idade as crianças já deveriam ter sido abordadas sobre o assunto.

As explicações sobre os perigos da pornografia devem ser dadas de forma clara e compreensível. Precisamos ser diligentes em manter essas discussões com nossos alunos e crianças. A pornografia não informa os usuários sobre sexo e sexualidade saudáveis. Em vez disso, retrata o sexo de uma forma irreal, fazendo com que atos sexuais incomuns e muitas vezes bizarros pareçam corriqueiros. Muitos sobreviventes do tráfico sexual relatam que a visualização de pornografia por autores e vítimas, tipicamente sob “coerção, chantagem ou sedução”,12 é comum na prática de atos sexuais.

A pornografia é um empreendimento financeiro concebido para fazer dinheiro, o que também envolve atividades criminosas significativas, haja vista sua filiação ao crime organizado, às atividades de gangues e ao tráfico de sexo.13 É ilegal que crianças vejam pornografia,14 e isso não é saudável para a sua sexualidade em desenvolvimento. Essas razões, combinadas com os mandamentos bíblicos relativos à sensualidade e à imoralidade, transformam a pornografia em algo a ser evitado.

Prevenção

Crianças de 11 a 17 anos estão entre o grupo de consumidores de pornografia na internet que mais cresce.15 Uma correlação também foi encontrada entre “tendências autoritárias de direita” e o desenvolvimento e manutenção de uma dependência do cibersexo tanto entre homens cristãos como não cristãos.16 Abell17 e seus colaboradores descobriram que os cristãos que se autodenominavam com maiores níveis de religiosidade eram os que tinham mais problemas com a pornografia na internet. Isso se deve, em parte, à percepção de que ver pornografia não é um pecado tão ruim quanto ter relações sexuais. Ver pornografia, especialmente para a juventude cristã conservadora, é considerado o menor de dois males, o que lhes permite preservar alguma aparência de pureza sexual.

Crescer em uma família autoritária também tem demonstrado aumentar o risco de vício em pornografia na internet.18 Pessoas socialmente isoladas que não têm amigos íntimos em quem possam confiar sua fraqueza em relação à pornografia19 também são vulneráveis. Espera-se que os cristãos muitas vezes apresentem um padrão moral mais elevado do que outros em seus círculos sociais, o que aprofunda o nível de sigilo e vergonha em torno de seu vício.20

Por essas razões, é importante conversar com crianças em idade escolar sobre a pornografia de maneira apropriada. Não explicar o motivo de a pornografia ser prejudicial abre a porta para caminhos alternativos de informação sobre sexualidade. Educadores e pais devem trabalhar juntos para comunicar aos alunos a gravidade do problema.

Os menores não são capazes de processar cognitivamente material sexualmente explícito e têm dificuldade em fazer diferença entre fantasia sexual e realidade. Sem modelo de gênero saudável e sem educação sexual adequada, as crianças e até mesmo os jovens são incapazes de distinguir entre o que é apropriado no comportamento sexual normal e saudável e o que é inadequado (expectativas irrealistas, partes do corpo exploradas, desempenho exagerado, violência, agressão, exploração, etc.) e podem assumir que o que eles veem é parte normal de um relacionamento. Ver pornografia antes que sua identidade sexual esteja totalmente formada torna os jovens mais propensos a se envolver em comportamentos sexuais em momentos e lugares inadequados (como na escola, em locais públicos), ou antes de estar suficientemente maduros para isso.

Portanto, é importante conversar com nossos alunos sobre os perigos da pornografia. Como já foi dito, essa conversa pode ser realizada a partir dos 8 anos de idade, mas impreterivelmente até os 11 anos. Uma maneira de fazer isso é alertá-los de que a pornografia não é apenas ilegal, mas também desaconselhada, imprudente e prejudicial. Não nos privamos de discutir outros perigos com nossos filhos (falar com estranhos, brincar com tesoura, praticar esportes violentos, dirigir rápido demais, e assim por diante), mas por alguma razão muitos de nós nos calamos quando o assunto é pornografia. Quando alguém vê pornografia, mesmo ao clicar acidentalmente em um anúncio pop-up no computador, isso produz surpresa, anseio, sensação de perigo e, claro, excitação sexual. Sem saber por que a pornografia é prejudicial, seria difícil para qualquer pessoa resistir à tentação, especialmente os alunos cujo controle dos impulsos não está totalmente formado.

Outra maneira prática de discutir pornografia com crianças em idade escolar é associá-la a outros temas sexuais e de saúde e incluir os pais nessa iniciativa. Para que os alunos desenvolvam relacionamentos positivos e satisfatórios, eles devem ser capazes de se envolver em discussões diretas sobre os perigos da pornografia e avaliar melhor como ela afeta sua vida.21 É imprescindível que professores e equipe escolar cresçam em conhecimento e se sintam confortáveis ao discutir as experiências de uma pessoa viciada em pornografia a fim de se preparar melhor para oferecer sugestões.22 É também vital trabalhar em conjunto com os pais para que uma mensagem unificada possa ser compartilhada. Mais ideias sobre como discutir isso serão fornecidas na seção “Ação pessoal e institucional”, mais à frente.

Cristãos e pornografia

Como o vício em pornografia na internet é um problema crescente entre os cristãos, ele deve ser tratado nas escolas da igreja.23 Os cristãos parecem ter vulnerabilidades específicas na área do vício em pornografia na internet se comparados a outras pessoas.24 Há tipicamente uma relação inversa entre vícios e cristianismo, relação que parece estar conspicuamente ausente em relação ao vício em pornografia na internet.25 Famílias cristãs são por natureza menos educadas sobre a sexualidade saudável e não saudável e sobre limites.26 Sejamos francos: se alguém quiser aprender a fazer qualquer coisa hoje em dia, como trocar o óleo do carro, pegar uma onda com prancha ou encontrar a mercearia mais próxima, o Google ou o Bing será o lugar certo para procurar. Se os pais não falam com seus filhos sobre sexo, pornografia e masturbação, eles podem aprender sobre isso com seus amigos ou pela internet.27 Se nós, como pais e professores, deixamos de falar com os jovens sobre pornografia e sexualidade saudável, estamos lhes dando um convite para descobrir no Google como ter relações sexuais, ou encontrar definições dos vários termos sexuais que eles estão ouvindo na escola, mesmo em uma escola adventista. Centenas de milhares de sites pornográficos prontos para “responder” essas perguntas estão acessíveis a partir de dispositivos portáteis, pessoais e conectados à internet.

As regras estritas e proibitivas com as quais alguns pais cristãos educam seus filhos podem fomentar a vergonha e a culpa em torno dos pensamentos e sentimentos sexuais, e, a menos que os pais e professores também compartilhem as razões para a abstinência, isso poderá lançar as bases dos vícios sexuais28. As pesquisas têm mostrado uma desconexão entre convicções religiosas e práticas sexuais, uma vez que alguns cristãos são adeptos de forma estrita de certas doutrinas religiosas e ao mesmo tempo gastam 20 ou mais horas por semana acessando pornografia na internet.29

Ação pessoal e institucional

Com base em anos de experiência aconselhando pessoas com o vício em pornografia, dando aulas em curso de terapia do vício, em nível de pós-graduação, e depois de anos pesquisando dependências, comportamentos viciantes e reações de pessoas aos vícios, desenvolvi algumas dicas úteis para professores conversarem com alunos sobre o uso da pornografia que também podem ser adaptadas pelos pais.

Seja proativo. Instale software de monitoramento de internet em todos os dispositivos eletrônicos (nos domésticos, bem como nos de propriedade da escola). Isso exige que os usuários obtenham a permissão do administrador da escola (ou dos pais) para acessar a internet, restringe a pesquisa de termos censuráveis e determina os tipos de sites que serão acessíveis. Alguns dos softwares mais comuns são: SpectorSoft, WebWatcher, Tattletale e Net Nanny. Para mais informações sobre educação e segurança na internet, consulte o artigo recente de Annette Melgosa e Rudy Scott na Revista, que pode ser acessado no link http://circle.adventist.org//files/jae/en/jae201375032606.pdf.

• Fique calmo. Os seres humanos são naturalmente curiosos. Ofereça oportunidades em sua escola, sala de aula ou em casa para conversas abertas sobre pornografia e seus perigos. Perder o controle (ameaçar e intimidar, condenar e envergonhar a criança) sobre um assunto como esse pode ser prejudicial porque aumenta a vergonha e a reclusão, dois ingredientes essenciais para desenvolver e fortalecer um vício. O livro de Provérbios nos orienta a permanecer calmos: “O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime” (Provérbios 29:11, ARA). Quando os alunos o procuram com curiosidade, busque responder-lhes em espírito de oração e com postura calma.

• Interesse em sexo é normal. Embora a pornografia seja perigosa para o indivíduo e especialmente para os menores, os impulsos sexuais são normais; só porque alguém vê pornografia não significa necessariamente que seja um pervertido, perigoso para outras crianças, que cometa adultério ou sexo pré-marital e deva ser banido de todo contato social. Às vezes, as pessoas que visualizam pornografia só precisam de alguém em quem possam confiar e que também confie neles; alguém que os considere capazes de parar um comportamento que eles, provavelmente, também querem parar. Em Provérbios 11:13 somos lembrados de que a confiança deve ser cultivada nos relacionamos com aqueles que confidenciam suas lutas conosco.

• Seja paciente. Aplique a lição da parábola do servo incompassivo, relatada em Mateus 18. Se queremos que os outros sejam pacientes conosco quando cometemos erros, precisamos ser pacientes com eles. Aqueles que já tentaram parar de fazer algo habitual, compulsivo ou um vício sabem quão difícil é isso. Essa situação não é diferente para as crianças, que podem ter ainda mais dificuldade para interromper um mau hábito por causa do centro de controle do impulso ainda imaturo de seu cérebro. Parar um vício é sempre um processo, nunca um caso isolado. Embora a abstinência total possa ser a meta, é provável que a pessoa possa voltar aos velhos padrões de comportamento. Seja paciente, acompanhe, comunique-se e não envergonhe ou culpe a pessoa responsável (ver Quadro 3).

• Ouça, não julgue. A Bíblia adverte os cristãos a não julgar os outros, e Lucas 6:37 parece particularmente relevante para a maneira como aqueles que tropeçam devem ser tratados: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (ARA). Jovens que compulsivamente consomem pornografia já sabem o que os outros pensam deles. Eles julgam a si mesmos de forma muito mais dura do que outros jamais o fariam, por isso é melhor apenas ouvir. Conselheiros profissionais dizem que um ouvido atento e apoiador vai mais longe para ajudar alguém a superar um obstáculo do que ataques de controle, domínio e julgamento contra seu caráter. A escola deve criar um ambiente seguro, não incriminador, no qual os alunos sejam encorajados a falar abertamente sobre o que os incomoda. Normalmente, as pessoas têm mais desejo de mudar quando sentem que os outros as compreendem e as apoiam durante o processo.

• Saiba quando e para onde conduzir. Os líderes da comunidade e da igreja devem estar familiarizados com os profissionais que podem ajudar pessoas que enfrentam problemas sexuais e de outros tipos. Idealmente, os líderes escolares deveriam ter uma lista de conselheiros profissionais confiáveis na comunidade para indicar aos alunos e seus pais à medida que são tomadas decisões sobre tratamento futuro.

Conclusão

Assim como acontece com muitos assuntos na cultura de hoje, quando as crianças querem saber algo, elas vão à internet. A internet é em grande parte não regulamentada e nem sempre é um lugar amigável ou conveniente. Os adultos precisam criar lugares seguros onde crianças e jovens possam obter a ajuda de que necessitam para entender o que veem na internet. Se eles estão vindo falar com você sobre pornografia ou mesmo se foram apanhados vendo pornografia, eles provavelmente já estão cheios de vergonha e culpa. Reforçar esses sentimentos quase nunca é produtivo. Em vez disso, como professores e administradores, devemos ter uma discussão honesta e aberta com crianças e jovens sobre o porquê de a pornografia na internet e de outros materiais sexualmente explícitos serem perigosos.


Este artigo foi revisado por pares.

Brad Hinman

Brad Hinman, PhD, é professor associado de Educação de Aconselhamento e coordenador do Programa de Aconselhamento Escolar da Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Ele também é conselheiro particular especializado em casamento e terapia familiar, vício em sexo (incluindo dependência de pornografia), transtornos do comportamento da criança e do adolescente e violência doméstica. O Dr. Hinman obteve seu doutorado em Aconselhamento Educacional e Supervisão na Western Michigan University, em Kalamazoo, Michigan, Estados Unidos. Ele deu aulas em todos os níveis, desde a primeira série até o doutorado na rede de educação adventista do sétimo dia. Seus interesses de pesquisa incluem questões masculinas, incluindo a dinâmica familiar, comunicação e distúrbios de comportamento dentro das famílias; a intercessão entre a sexualidade e o cristianismo, incluindo orientação sexual, pornografia, vício em sexo e desejo sexual hipoativo; e a supervisão de empregados minoritários por supervisores majoritários.

Citação recomendada:

Brad Hinman, “Sem segredos conversando com crianças e jovens sobre pornografia,” Revista Educação Adventista 42:1 (Abril–Maio 2016). Available at https://jae.adventist.org/pt/2017.3.8.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Pseudônimo.
  2. “Internet Safety 101: Pornography Statistics”. Disponível em: http://www.internetsafety101.org/pornographystatistics.htm; Covenant Eyes. Disponível em: http://www.covenanteyes.com/pornstats. Salvo indicação em contrário, todos os sites citados nas notas de fim foram acessados em fevereiro de 2016.
  3. 2 Coríntios 12:21 e Gálatas 5:19. Os versos bíblicos neste artigo marcados como ARA são da Bíblia Sagrada, Versão Almeida Revista e Atualizada®. Todos os direitos reservados.
  4. John M. Haney, “Teenagers and Pornography Addiction: Treating the Silent Epidemic.” In Gary R. Walz, Jeanne Bleuer e Richard K. Yep, eds., Vistas: Compelling Perspectives on Counseling (Alexandria, Va.: American Counseling Association, 2006), p. 49-52; Kingston et al., “The Importance of Individual Differences in Pornography Use: Theoretical Perspectives and Implications for Treating Sexual Offenders,” Journal of Sex Research 46:2-3 (março de 2009):216-232.
  5. Michelle Ayres e Shelley Haddock, “Therapists’ Approaches in Working with Heterosexual Couples Struggling with Male Partners’ Online Sexual Behavior,” Sexual Addiction & Compulsivity 16:1 (fevereiro de 2009):55-78; Gabriel Cavaglion, “Narratives of Self-help of Cyberporn Dependents,” Sexual Addiction & Compulsivity 15:3 (agosto de 2008):195-216; Alex Kwee, Amy Dominguez e Donald Ferrell, “Sexual Addiction and Christian College Men: Conceptual, Assessment and Treatment Challenges,” Journal of Psychology and Christianity 26:1 (março de 2007):3-13; Wendy Maltz, “Out of the Shadows,” Psychotherapy Networker 33 (2009):26-35.
  6. Cooper et al., “Online Sexual Compulsivity: Getting Tangled in the Net,” Sexual Addiction & Compulsivity 6:2 (1999):79-104.
  7. Annette Melgosa e Rudy Scott, “School Internet Safety: More than ‘Block It to Stop It,’” The Journal of Adventist Education 75:3 (fevereiro/março de 2013):26-31. Disponível em: http://circle.adventist.org//files/jae/en/jae201375032606.pdf.
  8. O termo sexting (uma combinação de sex e texting – “sexo” e “mensagem”) refere-se a imagens e textos trocados entre telefones celulares. No entanto, a definição já não se limita a dispositivos móveis. O sexting acarreta consequências legais em vários estados: Ver Dena T. Saco et al., “Sexting: Youth Practices and Legal Implications” (Berkman Center for Internet & Society, Harvard University, 2010), p. 3. Disponível em: http://cyber.law.harvard.edu/sites/cyber.law.harvard.edu/files/Sacco_Argudin_Maguire_Tallon_Sexting_Jun2010.pdf. Acesso em: 4 maio 2016.
  9. Gert M. Hald, “Gender Differences in Pornography Consumption among Young Heterosexual Danish Adults,” Archives of Sexual Behavior 35:5 (outubro de 2006):577-585; Jochen Peter e Patti Valkenburg, “Processes Underlying the Effects of Adolescents’ Use of Sexually Explicit Internet Material: The Role of Perceived Realism,” Communication Research 37:3 (abril de 2010):375-399.
  10. Haney, “Teenagers and Pornography Addiction: Treating the Silent Epidemic,” op. cit.
  11. Internet Filter Review, “Internet Pornography Statistics”. Disponível em: http://www.internet-filter-review.toptenreviews.com/internet-pornography-statistics.html.
  12. Saco et al., “Sexting,” op. cit.
  13. Ian O’Donnell e Claire Milner, Child Pornography: Crime, Computers and Society (Portland, Ore.: Willan Publishing, 2007); Michelle Lillie, “The Connection between Sex Trafficking and Pornography”. Disponível em: http://humantraffickingsearch.net/wp/the-connection-between-sex-trafficking-and-pornography.
  14. A maioria dos países tem leis contra produzir, ter, distribuir, receber ou possuir com a intenção de distribuir pornografia, especificamente a que envolve menores de idade (abaixo de 18 anos). Visitas repetidas a sites de pornografia infantil sugerem um padrão de comportamento e podem ser usadas como evidência em um tribunal. Adultos que permitem que crianças vejam pornografia (seja de adultos ou de menores envolvidos em atos pornográficos) podem ser responsabilizados por negligência e ameaça à criança. Para mais informações, veja: The United States Department of Justice, “Citizen’s Guide to U.S. Federal Law on Child Pornography.” Disponível em: https://www.justice.gov/criminal-ceos/citizens-guide-us-federal-law-child-pornography. Mais de 115 países agora participam do treinamento do International Centre for Missing and Exploited Children (Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas) acerca de como encontrar e processar predadores. Disponível em: http://www.icmec.org/train/law-enforcement.
  15. Natasha Petty Levert, “A Comparison of Christian and Non-christian Males, Authoritarianism and their Relationship to Internet Pornography Addiction/Compulsion,” Sexual Addiction & Compulsivity 14:2 (maio de 2007):145-166.
  16. Ibid.
  17. Jesse Abell, Timothy Steenbergh e Michael Boivin, “Cyberporn in the Context of Religiosity,” Journal of Psychology and Theology 34:2 (junho de 2006):165-171.
  18. Levert, “A Comparison of Christian and Non-christian Males, Authoritarianism and their Relationship to Internet Pornography Addiction/Compulsion,” op. cit.
  19. Mark Laaser e Louis Gregoire, “Pastors and Cybersex Addiction,” Sexual and Relationship Therapy 18:3 (agosto de 2003):395-404.
  20. Paul Cannon e Carol Cannon, “Stranger in the House: Living with a Sexual Addict,” Vibrant Life 94:5 (setembro/outubro de 1994):22, 23.
  21. David Delmonico e Patrick Carnes, “Virtual Sex Addiction: When Cybersex Becomes the Drug of Choice,” Cyberpsychology & Behavior 2:5 (fevereiro de 1999):457-463.
  22. Ibid.; Martha Turner, “Uncovering and Treating Sex Addiction in Couples Therapy,” Journal of Family Psychotherapy 20:2-3 (julho de 2009):283-302.
  23. Mark White e Thomas Kimball, “Attributes of Christian Couples with a Sexual Addiction to Internet Pornography,” Journal of Psychology and Christianity 28:4 (dezembro de 2009):350-359.
  24. Ibid.
  25. Abell et al., “Cyberporn in the Context of Religiosity,” op. cit.
  26. Aqueles que lutam com o vício em pornografia na internet são muitas vezes vítimas de alguma forma de trauma que violou e perturbou seu desenvolvimento emocional, físico, sexual ou espiritual. Esse trauma resulta na incapacidade de reconhecer limites normais e aumenta a sua vontade de participar em comportamentos de risco. Veja: Laaser e Gregoire, “Pastors and Cybersex Addiction,” op. cit.
  27. Stephen James e David Thomas, Wild Things: The Art of Nurturing Boys (Carol Stream, Ill.: Tyndale House Publishers, 2009), p. 316, 317.
  28. Haney, “Teenagers and Pornography Addiction: Treating the Silent Epidemic,” op. cit.
  29. Ibid.